A Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) manteve hoje suspenso por tempo indeterminado o calendário nacional e regional, face à pandemia de covid-19, à incerteza do fim do estado de emergência e às condicionantes que lhe devem suceder.

“Sabemos, como poucos, a necessidade que os nossos atletas, treinadores e dirigentes têm de conhecer bem os seus objetivos competitivos, mas, neste momento, é impossível ter uma noção mais exata do que o futuro nos reserva, quer nas medidas de contenção que o Estado português possa impor, quer no calendário internacional”, afirmou o presidente da FPA, Jorge Vieira, citado pelo organismo.

A suspensão afeta as provas de verão, nacionais e regionais, e ocorre depois de a FPA já ter suspendido o calendário de inverno e os estágios, além de ter cancelado os nacionais de corta-mato, em Vale de Cambra, e adiado os nacionais de marcha, em Olhão, e a Taça da Europa de lançamentos, em Leiria.

No comunicado divulgado hoje, o organismo que rege o atletismo nacional justifica a suspensão com a inexistência de “certezas sobre a diminuição ou o final do atual estado de emergência e das medidas que se seguirão”.

“Importa, acima de tudo, garantir a segurança e saúde dos nossos agentes desportivos, dirigentes, atletas e treinadores, bem como dos voluntários que habitualmente colaboram nas nossas realizações”, prosseguiu Jorge Vieira.

A FPA diz ainda aguardar a decisão sobre os campeonatos da Europa, que estão marcados para Paris, entre 25 e 30 de agosto, cuja realização está em monitorização.

Portugal regista 785 mortos associados à covid-19 em 21.982 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

O país cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma "abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais".

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 181 mil mortos e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 593.500 doentes foram considerados curados.

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