O Tribunal Arbitral do Desporto anunciou hoje ter recebido um recurso do velocista norte-americano Christian Coleman, campeão do mundo dos 100 metros, suspenso por dois anos por falhar as obrigações de localização para controlo antidoping.

Entretanto, o TAS também recebeu um recurso da World Athletics, federação internacional da modalidade, mas contra a bareinita Salwa Eid Naser, campeã do mundo de 400 metros, acusada por razões idênticas, mas a quem foram retiradas as acusações.

Coleman, com a suspensão de dois anos, iria falhar os Jogos Olímpicos de Tóquio, o que pretende evitar a todo o custo, já que admite mesmo, no recurso, que lhe seja imposta uma redução temporal.

O atleta estava suspenso desde maio passado, pelo que uma eventual descida de dois para um ano no castigo ainda lhe permite chegar a Tóquio e poder discutir o título olímpico, o seu grande objetivo neste momento.

Caso se confirme a suspensão, Coleman ficará fora das pistas até 13 de maio de 2022, falhando os Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para o próximo ano devido à pandemia da covid-19 e previstos para o período entre 23 de julho e 08 de agosto.

Coleman, de 24 anos, tem dominado na velocidade desde a retirada do jamaicano Usain Bolt, em 2017. Em 2019, foi campeão do mundo de 100 metros e 4x100, após em 2017 ter sido ‘prata’ nas mesmas provas. É igualmente o recordista mundial dos 60 metros em pista coberta.

O anúncio da suspensão de Coleman, há um mês, aconteceu duas semanas depois de terem caído as acusações contra a bareinita Salwa Eid Naser, que acabou por ser ilibada pelo TAS por questões de processo, relativamente a inobservância por três vezes em 12 meses da obrigatoriedade de localização para testes antidoping inopinados.

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