A portuguesa Liliana Cá lamentou hoje as repercussões da atribulada viagem da seleção nacional de atletismo para os Mundiais Budapeste2023, após ter terminado a final do lançamento do disco no oitavo lugar, sem melhorar o seu recorde nacional.

Liliana Cá, de 36 anos, pretendia superar os 66,40 metros, alcançados em 2021, mas hoje não foi além de um lançamento a 63,59 metros, ligeiramente melhor do que os 63,34 conseguidos no domingo, na qualificação.

“A qualificação foi um milagre. Eu, quando cheguei, praticamente nem aqueci, porque, achei que, se aquecesse, ia perder o resto das energias. Só tive meio dia de descanso depois da viagem. Tive de poupar o máximo, estar mais concentrada para poder lançar e, pelo menos, qualificar”, partilhou a atleta do Sporting.

A comitiva nacional ficou retida em Frankfurt, na Alemanha, na quinta-feira, e Liliana Cá acabou por chegar à capital húngara apenas no sábado e, mesmo com os desempenhos das outras finalistas – a croata Sandra Perkovic, campeã olímpica em Londres2012 e no Rio2016, e do mundo em Moscovo2013 e Londres2017, ficou fora do pódio, no quinto lugar, com 66,57 –, alimentava a esperança de um melhor resultado.

“Hoje foi puxado, bastante puxado, mas acho que se tivesse descansado, se tivesse seguido o plano, talvez conseguisse, não chegar às medalhas, mas, pelo menos, bater o recorde nacional. Porque eu sinto que estou bem”, reforçou Cá, que no ano passado igualou a melhor classificação portuguesa de sempre em Mundiais, com o sexto lugar em Oregon, tal como Teresa Machado em Atenas1997.

A lançadora do Sporting, quinta classificada nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, lamentou o sucedido em Budapeste2023: “Por azares, acabámos por não conseguir o objetivo, que era bater mais uma vez o recorde nacional”.

“Não quer dizer que consiga fazer o que ambiciono, mas eu sei que, quando estou bem, em grandes competições, consigo fazer melhor do que o que fiz”, assegurou a atleta natural do Barreiro, que já tinha estado em Doha2019, onde foi 26.ª.

Cá, que tem 64,32 como melhor marca do ano, tornou-se hoje na primeira finalista da seleção portuguesa nos 19.ºs Mundiais, com o oitavo lugar no lançamento do disco, vencido pela norte-americana Laulauga Tausaga, que antes do arremesso a 69,49 que lhe deu o título na Hungria tinha 65,46 como recorde pessoal.

Tausaga, de 25 anos, relegou a sua compatriota Valarie Allman, medalha de ouro em Tóquio2020 e bronze em Oregon2022, para o segundo lugar, com 69,23, sucedendo à chinesa Feng Bin, terceira classificada, com 68,20.

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