Samuel Barata, do Benfica, e Carla Salomé, do Sporting, sagraram-se hoje campeões nacionais dos 10.000 metros de atletismo, no estádio Municipal da Maia, tendo confirmado o favoritismo que lhes era atribuído.

O atleta do Benfica sagrou-se campeão pela segunda vez, depois de um título conseguido em 2015, enquanto a corredora do Sporting conseguiu o terceiro título na distância, após os triunfos em 2016 e 2017, igualando Fernanda Ribeiro e Dulce Félix.

Samuel Barata completou a distância com o tempo de 28.30,73 minutos e terminou no segundo lugar, atrás do espanhol Jesus Ramos, que fez 28.22,42.

A prova começou com 16 aletas, terminou com nove e acabou por ser dominada pelo atleta espanhol, que se mostrou mais forte nas últimas seis voltas e cortou a meta com uma vantagem segura sobre Samuel Barata.

André Pereira, também do Benfica, e Miguel Marques, do Sporting, ficaram em terceiro e quarto lugar respetivamente, e cedo começaram a perder terreno para Jesus Ramos e Samuel Barata. Este tem como melhor tempo na distância 28.24,85, obtido em 2018.

A prova feminina tinha como principais favoritas à partida as atletas Sara Moreira e Carla Salomé, ambas do Sporting, e não houve surpresas. Carla Salomé manteve-se no grupo da frente grande parte da corrida, até que a ‘lebre’, a venezuelana Edymar Brea, abandonou e deixou as duas sportinguistas sozinhas na luta pelo título.

Sara Moreira conseguiu acompanhar Carla Salomé durante algum tempo, mas depois esta foi conquistando gradualmente uma vantagem que se foi alargando e se cifrou em 15 segundos no final.

Carla Salomé cumpriu a distância em 32.49,93 minutos, ao passo que Sara Moreira fez 33.04,94, muito longe da sua melhor marca, 31:12.93, alcançada em 2015. A espanhola Laura Luengo ficou no terceiro posto, com 34.07,40.

Carla Salomé já tem "bilhete" para os Jogos de Tóquio, mas para a maratona, graças a um tempo de 2:24.47 horas obtido em Londres, no ano passado. Nos 10000 metros o seu melhor registo está em 32.05,82.

A prova dos 10000 metros femininos contou com 12 atletas à partida. Terminaram dez e a última classificada fez um tempo superior a 55 minutos.

O programa contou ainda com uma segunda série de 10.000 metros masculinos, que Miguel Borges, da 4Run, ganhou com o tempo de 29.34,56. Realizaram-se duas provas extra de 5.000 metros, sendo que Etson Barros, do Benfica, impôs-se com à vontade na masculina, fazendo com 14.34,96 minutos, e Mariana Machado, do Sporting de Braga, ganhou a feminina, com 15.57,05.

A Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), em comunicado, explicou que o agendamento da prova se justificou devido à "importância que adquire a criação de oportunidades para que os atletas possam tentar a qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio", em 2021.

O presidente da FPA, que esteve na Maia, disse à agência Lusa que essa qualificação passa agora pela "obtenção de pontos" em provas como esta ou em ‘meetings’ internacionais certificados para tal e também por tempos mínimos.

A Federação esclareceu que devido às contingências impostas na sequência da pandemia de covid-19, "para permitir a deslocação dos atletas", a prova decorreria num horário pouco habitual para um dia de semana.

As corridas começaram pouco depois das 15:00 e realizaram-se debaixo de muito frio e sem público, devido à pandemia.

Resultados dos 10.000 metros:

Masculinos:

1.º Jesus Ramos (Espanha), 28.22,42 minutos

2.º Samuel Barata (Benfica), 28.30,73

3.º André Pereira (Benfica), 29.17,46

4.º Miguel Marques (Sporting), 29.25,63

Femininos:

1.º Carla Salomé, (Sporting) 32.49,93 minutos.

2.º Sara Moreira, (Sporting) 33.04,94

3.º Laura Luengo (Espanha), 34.07, 40

4.º Carla Martinho (Recreio Desportivo de Águeda), 34.19,72

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