Cabo Verde qualificou-se para o campeonato africano de
basquetebol, ao vencer o Mali por 80-63 na última jornada do torneio da Zona II
africana.

A seleção nacional cabo-verdiana entrou mal no encontro.
Perdeu no primeiro período por 10-13 mas depois conseguiu recuperar e vencer o
segundo. No entanto era o Mali quem estava na frente do marcador ao intervalo
por 28-26.

Depois de uma primeira parte irreconhecível, com domínio do
Mali, as estrelas cabo-verdianas começaram a brilhar no regresso dos
balneários. Ivan esteve em grande, Brian mostrou o melhor do seu basquetebol,
Rodrigo Mascarenhas, com a sua experiência, foi fundamental nos momentos críticos
e Marito conseguiu “driblar” a quinta falta e ser importante tanto a defender
como a atacar.

Por momentos chegou-se a temer o pior, ou seja, a derrota,
tal como acontecera na 1ª volta. Apesar de Cabo Verde ter melhorado
significativamente na defesa, o ataque continuava um desastre. Os lançamentos
de três não entravam, os de dois também, a eficácia na linha de lance livre era
muito baixa e o Mali dominava nas tabelas, tanto nos ressaltos defensivos como
ofensivos. Os malianos chegaram a ter uma vantagem de dez pontos.

Com todos estes ingredientes, começou a pairar no ar a forma
como Cabo Verde perdeu frente ao Senegal e Mali. Mas depois do segundo período,
tudo mudou.

O intervalo fez bem a seleção cabo-verdiana. Brian Rodolph
voltou menos individualista e a acertar nos lançamentos, as "bombas"
de Marito, Joel Almeida e Ivan Almeida começaram a encontrar o caminho do
cesto. E de repente empurrados pelo público, Cabo Verde tomou a dianteira no
marcador, num "triplo" de Brian que colocou o resultado em 31-28.

Com o público nas bancadas a gritar xuah, xuah, os jogadores
correspondiam em campo. Koni esteve em grande a ganhar vários ressaltos
defensivos, a equipa começou a defender de forma mais agressiva e travar o
ataque malian, Ivan começou a acertar nos “triplos” tal como o irmão Joel.

Apesar disso, o sofrimento ainda pairava no Vavá Duarte.
Numa substituição mal feita, Koni foi obrigado a permanecer em campo e a
cometer a quinta falta, o que lhe valeu a exclusão. Sem Koni e sem um outro
jogador lesionado, mais os três cuja inscrição a FIBA não aceitou, Alex Nwora
só podia contar com sete jogadores para atacar a parte final da partida.

Marito, que já tinha quatro faltas, conseguiu gerir as
mesmas e ainda foi crucial no ataque, com dois triplos no quarto período, o
mais produtivo de Cabo Verde.

Nos últimos dez minutos, Cabo Verde conseguiu corrigir as
falhas que vinha evidenciando e acelerar no marcador. Dois roubos de bola
consecutivos de Brian, com assistência para Ivan e ele próprio a converter o
segundo, colocaram Cabo Verde a ganhar por 12 pontos de diferença. Nessa
altura, já todos acreditavam na presença cabo-verdiana no Afrobasket´2013.

Até o final, foi gerir o marcador, aumentando o marcador. A
parte negativa foi o mau perder dos malianos, que no final
"arranjaram" confusão numa falta sobre Ivan Almeida. No final a festa
foi cabo-verdiana, no campo e nas bancadas. Cabo Verde vai estar na fase final
do Afrobasket´2013, tal como o Senegal que terminou em primeiro lugar no torneio. O melhor resultado de Cabo Verde no certame é um terceiro lugar,
conseguido em Angola em 2007.

Marcha no marcador do Cabo Verde-Mali

1º período 10-13 ( 10-13)
2º período 26-28 (16-15)
3º período 49-44 (23-16)
4º período 80-63 (31-19)