André Greipel comprovou hoje que é o ‘sprinter’ mais em forma do pelotão, ao vencer a quinta etapa da Volta a França em bicicleta, para igualar os oito triunfos do compatriota Marcel Kittel na prova francesa.

Num ‘sprint’ em que não faltou nenhum dos melhores especialistas da prova, o alemão da Lotto Soudal não deu hipótese à concorrência, derrotando o 'eterno' segundo Peter Sagan e o 'velho conhecido' Mark Cavendish, para somar a sua segunda vitória nesta edição e a oitava desde que se estreou em 2011 no Tour, um número que lhe permitiu igualar o do dominador absoluto do ano passado, o ausente Marcel Kittel.

“Foi um ‘sprint’ interessante, porque nenhum dos principais ‘sprinters’ tinha os seus lançadores. A 300 metros, ainda estava fechado. Pensei que estava perdido. Tive de improvisar e encontrei uma abertura e pude lançar o meu ‘sprint’. Agora, deixem-me desfrutar desta vitória e logo penso numa terceira”, relatou o ciclista de 32 anos.

Depois de três jornadas de incertezas, azares e emoções demasiado fortes para os primeiros dias das três semanas da Volta a França, o pelotão encarou hoje a primeira etapa 100 % francesa com cautela. Alertadas pela previsão de chuva e ventos fortes, que surgiram, a espaços, nos 189,5 quilómetros entre Arras e Amiens, as equipas dos ‘quatro fantásticos’, a BMC de Tejay Van Garderen e a Etixx-Quickstep do amarela Tony Martin chamaram a si a dianteira da corrida.

Numa etapa sem história – nem fugas de relevo há para contar -, apenas as quedas deixaram o seu rasto: Tiago Machado (Katusha) foi ao chão duas vezes, já depois da desistência da esperança francesa do ‘sprint’ Nacer Bouhanni, e Thibaut Pinot (FDJ), o terceiro de 2014, voltou a ser o favorito azarado, deslizando sobre o asfalto, sem consequências, a pouco mais de 23 quilómetros da meta, tal como o vice do ano passado, o seu compatriota Jean-Christophe Péraud (AG2R).

Mas hoje, finalmente, os ‘sprinters’ puderam brilhar sem oposição e, em Amiens, apareceram todos. Alexander Kristoff (Katusha) foi o primeiro a lançar-se desenfreadamente para a linha, seguindo-se Mark Cavendish (Etixx-Quickstep), claro vencedor até que, de trás, apareceu o seu 'velho rival' Greipel.

Confiante e motivado pela camisola verde que enverga, o ‘Gorila’, como é conhecido no pelotão, 'cerrou os dentes' e conseguiu erguer a mão, enquanto controlava Peter Sagan (Tinkoff-Saxo), que arrancou demasiado tarde e teve de contentar-se com o segundo lugar, à frente de ‘Cav’.

O eslovaco, dono da camisola da regularidade nas últimas três edições do Tour, foi segundo pela 13.ª vez desde que se estreou em 2012 – já não consegue qualquer triunfo desse 2013 -, mas não se mostrou dececionado: “Tendo em conta que a 200 metros estava no décimo lugar, penso que foi bom.”

Com as mesmas 4:39.00 horas do que o vencedor chegaram Vincenzo Nibali (Astana), Chris Froome (Sky), Nairo Quintana (Movistar) e Alberto Contador (Tinkoff-Saxo), o pretendente Tejay Van Garderen, o amarela Tony Martin – continua a liderar com 12 segundos sobre Froome - e o português Rui Costa (Lampre-Merida), que manteve a 25.ª posição da geral.

Os outros lusos tiveram uma jornada para esquecer: Machado perdeu 12.23 minutos, Nelson Oliveira e José Mendes chegaram a 14.15. O ciclista da Katusha desceu ao 96.º lugar, a 22.36 minutos do homem da Etixx-Quickstep, enquanto o corredor da Lampre-Merida ocupa o 106.º posto (a 24.32) e o da Bora-Argon 18 o 176.º (a 46.37).

Na quinta-feira, Martin terá nova oportunidade para mentalizar-se de que está de amarelo – “ainda não percebi o que fiz”, disse hoje, depois de realçar o ‘timing’ do regresso da televisão alemã para o Tour - na sexta etapa, uma ligação de 191,5 quilómetros entre Abbeville e Le Havre.

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