Artur Lopes assumiu hoje o orgulho que sente por ser o representante da União Ciclista Internacional (UCI) nos Jogos Olímpicos Londres2012 e aproveitou para pedir um maior reconhecimento da importância do desporto em Portugal.

«Deu-me muito prazer, senti orgulho, como é evidente, pelo meu país, por mim mesmo e pelo ciclismo português», reconheceu à Agência Lusa o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC).

Artur Lopes, que no currículo conta com 12 anos no comité diretor da UCI e oito anos como vice-presidente da União Europeia de Ciclismo, desvalorizou o seu papel, considerando que «tudo isto foi o ciclismo português que conseguiu».

«Eu sou um mero representante», assegurou.

O primeiro vice-presidente da UCI, que em Londres estará a substituir o presidente, o irlandês Pat McQuaid, presente na capital britânica na qualidade de representante do Comité Olímpico Internacional (COI), confessou a sua honra por representar o ciclismo português e a alegria que sente por poder estar junto dos atletas portugueses, «do ciclismo e não só».

«É isso que é importante. O desporto tem que ser cada vez mais glorificado na nossa terra, porque é mal visto. O governo olha um bocado de soslaio e cada vez mais temos de pensar que o ciclismo é intelectualidade, enquanto cultura», defendeu.

Para Artur Lopes, um balanço «muito bom» para Portugal na modalidade seria «ganhar uma medalha de ouro», depois da prata conquistada por Sérgio Paulinho, em Atenas2004.

«Agora, com toda a sinceridade, se ficarmos dentro de um dos 10 primeiros já é muito bom, porque é uma prova só de um dia, que tem muitas variantes. Os atletas já fizeram tudo, trabalharam imenso. No BTT, por exemplo, foi exaustivo o trabalho da federação e dos atletas que conseguiram pela primeira vez ir representar Portugal», lembrou.

O representante da UCI nos Jogos Olímpicos disse que estar em Londres2012 já é uma grande vitória para os portugueses.

«Há tantos países no mundo, Portugal está tão mal, tão desacreditado politicamente. Se houvesse Jogos Olímpicos da política, Portugal nem sequer tinha um lugar nos Jogos», argumentou, elogiando o trabalho «extraordinário» das federações para que o desporto em Portugal seja dignificado.

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