Mark Cavendish revelou hoje ter travado uma “dura” batalha com uma depressão, que lhe foi diagnosticada em 2018 e que o ciclista britânico da Bahrain-McLaren diz ter superado.

Numa entrevista ao jornal britânico The Times, o ‘sprinter’ abordou os problemas de saúde com que se bateu nos últimos dois anos, nomeadamente a mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein Barr, que o levou a retirar-se momentaneamente do pelotão em agosto de 2018.

“Mas não foi apenas a minha saúde física que sofreu um abalo nos últimos dois anos. Travei uma dura batalha com uma depressão durante esse período. A doença foi-me diagnosticada em agosto de 2018”, confessou o ciclista de 34 anos.

“Não tomei medicação. Este não é o momento, nem o local [para falar sobre o tema] – falarei do assunto em algum outro momento -, mas recebi ajuda. Foi um período negro. Agora, estou do outro lado, obrigado. Pelo menos, tanto quanto posso estar. Penso que saí disso [da depressão]. É bom ter saído disso e procurar os aspetos positivos”, resumiu.

O início da depressão coincidiu com o período em que o corredor da Ilha de Man esteve afastado do pelotão para recuperar do vírus Epstein Barr, doença que só superou definitivamente em abril de 2019, já depois de ter regressado ao ciclismo no começo dessa época.

Mark Cavendish é um dos nomes mais sonantes do ‘sprint’ da última década, tendo no seu palmarés 146 vitórias, 30 das quais em etapas do Tour – é o segundo melhor de sempre na Volta a França, estando a quatro triunfos do recorde do belga Eddy Merckx.

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