O italiano Vincenzo Nibali (Astana) lamentou hoje a sua falta de sorte na segunda etapa da Volta a França em bicicleta, que o fez perder tempo para dois dos seus três rivais à revalidação do título.

“Seguimos os ciclistas da frente todo o dia. Fiquei retido pela queda do Adam Hansen e demorei a perceber o que aconteceu. Consegui aguentar-me na bicicleta e fiquei a um cabelo do grupo [da frente], mas desorganizámo-nos e não conseguimos anular imediatamente a diferença”, relatou o vencedor do Tour2013, que ainda furou.

Nibali perdeu 01.28 minutos para Chris Froome (Sky) e 01.24 minutos para Alberto Contador (Tinkoff-Saxo) e tem agora apenas um dos seus rivais, Nairo Quintana (Movistar), atrás de si na geral – é 33.º, a 02.09 minutos do camisola amarela Fabian Cancellara (Trek).

“Perseguimos durante muito tempo. O que podíamos fazer mais? Foi uma questão de azar, não de pernas. É o ciclismo, é preciso aceitar os maus dias”, disse o siciliano, que recordou que o Tour é longo.

Também o jovem colombiano culpou o azar pelo tempo perdido, que o coloca na 44.ª posição, a 02.27 minutos do primeiro da geral.

“Com a chuva e as quedas tivemos um pouco de azar e perdemos tempo, mas esperamos recuperá-lo dia após dia. Por sorte conseguimos manter a equipa e colaborámos com a Astana”, disse Quintana.

Um dos vencedores do dia, o britânico Chris Froome, não escondeu que a margem conquistada hoje para Nibali e para o jovem colombiano, que foi seu vice-campeão em 2013, é muito importante.

“É uma grande vantagem estar nesta posição, mas é uma corrida de três semanas. Amanhã estaremos mais à frente, mas onde estaremos no fim de semana?”, questionou o décimo da geral.

O líder da Sky confessou que, com a tempestade, o vento e “tudo o resto”, se sentiu no caos: “O Nibali estava mesmo ao meu lado... quando olhei de novo já estava distanciado, nem podia acreditar. É o natural nas corridas aqui, na Holanda”.

Grande responsável pela diferença conquistada por dois dos quatro elementos dos ‘quatro fantásticos’, Alberto Contador mostrou-se muito satisfeito com os segundos conquistados.

“Sabíamos que podia acontecer algo deste género. Lutámos de forma incrível, houve momentos em que tive de ir no limite. Sabemos que nestes dias podemos conseguir vantagens maiores do que na montanha”, defendeu.

O ciclista da Tinkoff-Saxo, vencedor da Volta a França em 2007 e 2009 e 14.º classificado, criticou a Sky de Froome e a BMC de Tejay Van Garderen, o outro candidato que chegou no primeiro grupo, por não terem colaborado no trabalho.

“Assumimos nós o peso. Disse a Froome e Van Garderen que há que aproveitar por estas oportunidades para ganhar boas diferenças. O tempo conquistado é maravilhoso, é melhor estar à frente deles, mas as diferenças ainda são insignificantes”, explicou.

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