A associação internacional de ciclistas (CPA) recusou hoje "uma redução generalizada dos salários", devido à pandemia da COVID-19, embora se mostre disponível para escutar propostas.

"Nós nunca aceitaremos uma redução generalizada dos salários. Devemos avaliar cada caso individualmente e estudar como limitar os problemas com uma ajuda e estratégias específicas", referiu a secretária-geral do CPA.

Pelo menos cinco equipas do WorldTour (CCC, Mitchelton-Scott, Astana, Bahrain-McLaren, Lotto-Soudal) optaram por reduzir a 80% o salário no período em que não haja competição.

"Nós estamos prontos para escutar e fazer compromissos para o bem de todo o desporto. Aceitamos a flexibilidade pedida pela AIGCP [associação internacional de equipas], mas as regras têm de ser respeitadas. Não é aceitável fazer grandes cortes nos salários sem provar que os contratos não podem ser cumpridos", referiu o antigo ciclista Gianni Bugno.

Na quinta-feira, a União Ciclista Internacional (UCI) anunciou que uma "flexibilidade temporária" tinha sido aprovada pelos "atores do ciclismo profissional de estrada", que está suspenso até 01 de junho.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 94 mil.

Dos casos de infeção, mais de 316 mil são considerados curados.