Rui Oliveira venceu hoje a falta de confiança inicial e o cansaço nas pernas para arrebatar um segundo lugar na final de eliminação dos Europeus de ciclismo de pista, que hoje encerram em Glasgow, Escócia.

No velódromo Sir Chris Hoy, Rui Oliveira, de 21 anos, terminou atrás do britânico Matthew Walls, novo campeão europeu, enquanto o polaco Szymon Krawczyk ficou com a medalha de bronze após uma prova que envolveu 19 corredores.

"Ao início não estava muito confiante, as pernas não estavam a responder bem. Ontem [segunda-feira] foi um esforço brutal, mais de 300 voltas no Madison, uma loucura, mesmo. E hoje não estava muito confiante, mas pouco a pouco fui eliminando alguns corredores, fui-me sentindo confiante e, quando estávamos 5/6 ciclistas, sabia que podia ir às medalhas, porque aí, afinal, as pernas já não estavam tão más", disse o ciclista gaiense à agência Lusa no final.

Rui Oliveira é um especialista nesta disciplina, na qual foi campeão europeu de sub-23 e a medalha de bronze no escalão de elite nos Europeus do ano passado.

A corrida de eliminação é uma prova feita em pelotão, pautada por um sprint a cada duas voltas no qual o último ciclista a passar a meta é eliminado da corrida, contando para a posição do corredor a roda de trás.

Além da prova de madison na segunda-feira, em equipa com o irmão Ivo, Rui Oliveira competiu na corrida de omnium na sexta-feira, acumulando fadiga.

"O britânico estava bastante forte, ele não correu madison, o que pode ter dado uma capacidade extra, mas não é desculpa. O omnium são quatro corridas [durante] um dia inteiro, mais o madison [são] 300 voltas. Tudo pesa", admitiu o ciclista.

Fazendo um balanço da participação nestes campeonatos, Rui Oliveira deixou escapar que preferia ter ficado nos "cinco primeiros no madison a ser campeão da Europa de eliminação", acrescentando: "Mas a não ter conseguido isso, isto é sempre uma medalha num campeonato da Europa de elites e estou bastante contente".

O selecionador nacional, Gabriel Mendes, também admitiu que os 12.º lugar nas disciplinas olímpicas de omnium e madison ficaram aquém do que a equipa masculina ambicionava, tendo em conta a presença nos Jogos de Tóquio, em 2020, mas vincou que uma das metas definidas foi sempre ganhar medalhas.

"Não temos de estar frustrados. O nosso objetivo, no caso do madison, era ter um melhor resultado que aquele que tivemos, e, fora das provas do programa olímpico, discutir as mesmas. Foi aquilo nós que fizemos: em três corridas [masculinas], fizemos dois pódios".

Esta foi a segunda medalha de prata conquistada por Portugal nos campeonatos europeus de ciclismo de pista em Glasgow, depois do segundo lugar de Ivo Oliveira na final de perseguição individual, no domingo.

Hoje decorrem também as provas de bicicleta de montanha, onde a portuguesa Joana Monteiro competiu na prova feminina de cross-coutry olímpico (XCO), a qual terminou em 30.º lugar, a uma volta da suíça Jolanda Neff, vencedora.

Mário Costa e Ricardo Marinheiro disputam o XCO masculino, que se realiza no parque de Cathkin Braes, nos arredores de Glasgow.

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