A Sunweb, que hoje perdeu a Volta a Itália em bicicleta para o britânico Tao Geoghegan Hart (INEOS), viu o australiano Jai Hindley, segundo, e o holandês Wilco Kelderman, terceiro, falarem em desilusão após o contrarrelógio.

“Que é que posso dizer? Estou bastante desiludido, mas ao mesmo tempo é um feito enorme para mim conseguir estar no pódio. Estou super orgulhoso”, disse Hindley, que chegou ao dia derradeiro na frente de Hart, perdendo 39 segundos para o britânico.

O resultado do jovem australiano “é o que é”, disse em declarações aos jornalistas, quando ainda processava o misto de sensações, entre o facto de ter perdido a ‘maglia rosa’ nos últimos 15,7 quilómetros da 103.ª edição e um primeiro pódio em grandes Voltas.

“Aceito este resultado, não me arrependo de nada. Estou super orgulhoso com a forma como a equipa correu, como eu corri. Espero que isto seja um passo na direção certa do que está para vir”, atirou.

Também Kelderman, que apesar de ‘roubar’ a liderança ao português João Almeida (Deceuninck-QuickStep), que hoje terminou em quarto, acabou por ‘cedê-la’ ao próprio colega de equipa, também disse que perder o Giro “no último dia é dececionante”.

“Estou feliz com o meu resultado, mas o que fica é o facto de não termos conseguido vencer. Estou feliz com o pódio e, quando estiver em casa para a semana, vou estar super orgulhoso”, atirou.

Ultrapassado na geral por João Almeida, que fez um ‘crono’ muito melhor do que o rival, o espanhol Pello Bilbao (Bahrain-McLaren) acabou em quinto e apesar de perder uma posição não deixou de estar “muito contente” com a sua participação”.

“Estou muito contente e orgulhoso por estas três semanas de competição. Acabo agradecido aos meus colegas de equipa, ao ‘staff’, por todo o apoio. Pensámos que podíamos atacar o pódio, mas não foi possível. Celebraremos este como um grande resultado”, explicou o campeão espanhol de contrarrelógio.

Mais abaixo, no sétimo posto final, o veterano italiano Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo), único ciclista em prova a ter já vencido as três grandes Voltas, admitiu que este resultado foi “diferente das expectativas”.

“Foi um ano difícil. Tenho de aceitar o resultado como é. É diferente das expectativas, mas ao mesmo tempo tive de enfrentar um grupo de jovens trepadores cuja prestação só posso aplaudir, a começar pelo vencedor, Tao Geoghegan Hart”, atirou.

Nibali, que já tinha elogiado João Almeida quando este perdeu a liderança da geral, quer agora “discutir com a equipa, analisar o que aconteceu e pensar em planos para o futuro”.

Muito mais feliz estava o ‘maglia ciclamino’, o francês Arnaud Démare (Groupama-FDJ), que hoje subiu ao pódio enquanto vencedor da classificação dos pontos.

“Isto é lindo. Tive um Giro extraordinário, com quatro vitórias e a camisola. Foi também uma temporada extraordinária, com 14 vitórias entre várias provas”, resumiu.

A 103.ª edição da Volta a Itália em bicicleta terminou hoje, com a vitória do britânico Tao Geoghegan Hart (INEOS), após a conclusão do contrarrelógio individual da 21.ª etapa, em Milão.

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