O português João Almeida (Deceuninck-QuickStep) segurou hoje a liderança da Volta a Itália em bicicleta, no dia em que os pais o visitaram, dando até domingo "uma motivação especial" ao jovem camisola rosa.

Num dia "muito difícil", com "quase seis horas" de etapa, além "da chuva e do frio", que disse serem elementos que não gosta nada, conseguiu "segurar a camisola", o principal objetivo, depois de ter visto os pais à partida.

"Sou uma pessoa calma, sem stress, mesmo que tenha os meus dias. Sou calmo. É uma motivação extra ter os meus pais, sentir um pouco de casa aqui, mesmo que me sinta muito bem com a equipa. Ficam até domingo, é um reforço", contou aos jornalistas no final da 12.ª etapa, ganha pelo equatoriano Jhonatan Narváez (INEOS).

Questionado pelos jornalistas sobre a sua opinião quanto à realização das etapas da terceira e última semana, de alta montanha e em territórios de neve e muito mau tempo, afirmou que estar com a rosa faz com que não possa "pedir que a corrida termine".

"Não é uma decisão que me compete, é à organização. Vou continuar a lutar para segurar a camisola. (...) A situação não está boa, já está muito mau tempo aqui e ainda não estamos no norte [de Itália]. Dá para imaginar para a semana, acima dos dois mil metros... isto fora a situação pandémica", alertou.

No que já se tornou um hábito, elogiou o "trabalho perfeito" da "equipa perfeita", uma vez que desde que veste a camisola rosa tem reforçado o esforço dos companheiros de equipa e mantê-la consigo.

"Hoje foi o mesmo de todos os dias: foi difícil, mas a equipa ajudou-me. (...) Sinto-me bem, mas os outros ciclistas também, por isso vamos ter uma corrida muito boa nos próximos tempos", atirou.

Questionado sobre o contrarrelógio de sábado, no qual poderá voltar a fazer diferenças de tempo para outros favoritos, à semelhança do que conseguiu no ‘crono' inaugural, confirmou que esse se adequa às suas características. "mas ainda há etapa na sexta-feira", na qual tem de defender a liderança.

João Almeida cortou hoje a meta em nono e continua a liderar a geral, à frente do holandês Wilco Kelderman (Sunweb) em segundo a 34 segundos e o espanhol Pello Bilbao (Bahrain-McLaren) em terceiro a 43, com Ruben Guerreiro (Education First), hoje oitavo, a seguir na frente na classificação da montanha.

Na sexta-feira, a 13.ª etapa liga Cervia a Monselice ao longo de 192 quilómetros, numa etapa maioritariamente plana mas com duas contagens de montanha de quarta categoria nos últimos 40 quilómetros, antes do contrarrelógio de sábado.

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