O ciclista amador José Figueiredo chegou hoje a Cascais, após percorrer 700 dos 2.000 quilómetros que prevê pedalar até 08 de setembro, em Portugal e Espanha, numa iniciativa solidária para divulgar o trabalho da organização não-governamental Helpo.
O responsável pelo projeto "Pedalar com Alma" foi recebido pelo presidente da Câmara de Cascais, cidade que acolhe a sede da Helpo, numa homenagem que contou com a presença do selecionador português de futebol, Paulo Bento, um dos rostos da organização humanitária que apoia milhares de crianças em Moçambique e São Tomé e Príncipe.
José Figueiredo, que desde 2009 se associa a causas solidárias, decidiu este ano pedalar para dar visibilidade à Helpo. O ciclista começou a viagem a 08 de agosto, em Troia, e espera chegar a Barcelos a 08 de setembro (32 dias), com passagem pela Costa Vicentina, no Algarve, e pelo Caminho de Santiago de Compostela, em Espanha, num total de 2.000 quilómetros.
«Apaixonei-me pelo trabalho e pelos projetos desenvolvidos pela Helpo. A Madre Teresa de Calcutá dizia que o que ela fazia era uma gota no oceano, mas sem essa gota o oceano seria mais pequeno. Enquanto houver crianças com fome, não podemos parar. Esta foi a forma que encontrei para ajudar», sublinhou o ciclista, ao lado do Joãozinho, a mascote da ala pediátrica do Hospital de São João, no Porto, que também se associou à iniciativa.
José Figueiredo frisou que o projeto "Pedalar com Alma" não tem como objetivo angariar fundos, mas apenas divulgar, junto das populações, o trabalho feito pela Helpo.
Por seu lado, Paulo Bento, revelou que já apadrinhou quatro crianças, ao abrigo dos programas de Apadrinhamento à Distância desenvolvidos pela Helpo, e elogiou a iniciativa do ciclista de 34 anos.
«Claro que quem faz uma ação destas fá-la com prazer e também com sacrifício, mas tem um fator extremamente importante ligado a ele que é a questão da solidariedade. Num contexto de dificuldade, ele pensa não só em superar esse contexto de dificuldade, mas pensa em superar esse contexto ajudando os outros», destacou Paulo Bento.
O selecionador nacional - que evitou falar sobre assuntos da atualidade desportiva - fez também um apelo para que todos possam ajudar e destacou o que consideram mais importante na sociedade: as crianças, a sua educação e a sua saúde.
«Se todos nós dermos um bocadinho de cada um, por muito pouco que seja, para muita gente, para muitas crianças pode ser fundamental. É importante não viver só no nosso mundo, não olharmos só para o nosso umbigo, e conseguirmos ter uma visão mais abrangente da nossa sociedade e do mundo que nos rodeia», sublinhou Paulo Bento, um dos embaixadores da Helpo.
Além dos projetos que desenvolve em Portugal, a Helpo promove o apadrinhamento à distância, contando com mais de 4.000 padrinhos que permitem que outras tantas crianças possam ir à escola e beneficiar de apoios e de melhorias que são realizadas pela Helpo localmente.
A Helpo, organização não-governamental para o desenvolvimento, tem a funcionar três centros de intervenção em Nampula e Cabo Delgado, no Norte de Moçambique, e em S. Tomé e Príncipe, com um total de mais de 20 comunidades que apoiam milhares de crianças, suportadas essencialmente através dos programas de Apadrinhamento à Distância.

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