“É sempre bom regressar ao Giro, apesar de ser uma prova que só fiz uma vez na carreira. [...] As expectativas aqui são muito claras: temos o João Almeida como líder, vai lutar pela geral, e a equipa está completamente com ele, a 100%”, explica o ciclista de 35 anos à Lusa.

Depois do 27.º lugar de 2017, chega agora com os esforços direcionados para escoltar o compatriota, numa equipa com “duas frentes, uma a apoiar o João e outra com o Fernando Gaviria, nas chegadas ao ‘sprint”, além de querer “estar representada” em fugas com alta probabilidade de discutirem a vitória.

O trabalho ao lado do esloveno Tadej Pogacar, que venceu o Tour pela segunda vez seguida em 2021, mostrou um Rui Costa capaz de apoiar líderes em momentos de ‘aperto’, uma função que será de novo testada agora no Giro, a grande Volta que menos fez, contra duas participações na Volta à Espanha e 10 na Volta a França.

Para já, começou a temporada com dois resultados de destaque em corridas em que foi o chefe de fila, com dois pódios, primeiro na Volta à Arábia Saudita e depois na Volta a Omã, em ambos os casos no terceiro posto.

Seguiu-se o 35.º posto na Milão-Turim, antes de apoiar João Almeida na Volta à Catalunha, que o seu compatriota terminou no terceiro posto e onde venceu uma das etapas, juntando-se agora, como Rui Oliveira, ao esforço coletivo em prol do ciclista das Caldas da Rainha na ‘corsa rosa’.

Com 3.228 quilómetros competitivos cumpridos até aqui esta época, espalhados por 20 dias de prova, o campeão do mundo de estrada em 2013 faz um balanço “bastante positivo do arranque desta temporada”, mesmo que tenha parado duas vezes, após Omã e após a Catalunha, em ambos os casos devido a problemas de saúde.

“Depois reentrei só no estágio da equipa para a preparação do Giro. Saí bem do estágio, não com a forma que queria, mas acredito que o Giro não é para entrar muito forte, mas entrar bem e acabar bem”, destaca.

Na Sierra Nevada, o estágio em altitude com a formação que vai estar na ‘corsa rosa’ permitiu à UAE Emirates testar as sensações, e afinar detalhes, em “montanhas bastante longas e subidas com muita duração”, pelo que o saldo é de um treino “bem-sucedido”.

A ideia de que “o Giro não é de quem entra forte, mas do mais regular, ou possivelmente o que está melhor na última semana”, é uma que Rui Costa ecoa para lembrar a regularidade de João Almeida como força para enfrentar “a dureza e a dificuldade” do remate.

“O João mostrou, nas últimas duas edições, que está forte na última semana, vamos acreditar que as coisas voltem a sair bem. [...] Nas primeiras etapas, queremos sobretudo manter o João salvaguardado de possíveis quedas e perdas de tempo”, refere.

A Volta a Itália de 2022, a 105.ª edição da prova, começa em Budapeste, em 06 de maio, e termina em Verona, em 29 do mesmo mês, 21 etapas depois.

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