Geraint Thomas (Sky) admitiu hoje ter sentido “que voava” durante as duas últimas voltas aos Campos Elísios, onde foi consagrado como vencedor da 105.ª Volta a França em bicicleta, ampliando o domínio britânico no palmarés recente da prova.

“Esta vitória é algo que ainda não interiorizei bem, acho que ainda vai demorar uns dias. Normalmente o final é difícil, mas hoje senti que voava. Estas oito voltas aos Campos Elísios provocaram-me sensações indescritíveis”, garantiu o galês, que liderou a prova desde a 11.ª etapa.

Aos 32 anos, Thomas, campeão olímpico de perseguição por equipas em Pequim2008 e Londres2012, alcançou o primeiro triunfo numa grande volta, num dia que comparou ao do seu casamento.

“Este é, sem dúvida, um dos dias mais importantes da minha vida. Como ainda não tenho filhos, este é um momento tão importante como o dia do meu casamento”, afirmou Geraint Thomas, que até hoje nunca tinha conseguido sequer um ‘top 10’ numa grande volta.

A 21.ª e última etapa da prova foi, como habitualmente, a consagração ao homem que segue de amarelo, aproveitada pelo norueguês Alexander Kristoff (UAE-Team Emirates), campeão da Europa, para somar a primeira vitória em etapas na edição de 2018 do Tour, depois de dois triunfos em 2014.

Kristoff percorreu os 116 quilómetros entre Houilles e os Campos Elísios, em Paris, em 2:46.26 horas, impondo-se ao ‘sprint’ ao alemão John Degenkolb (Trek-Segafredo), que foi segundo.

O norueguês garantiu ter cumprido um sonho ao vencer nos Campos Elísios: “É um sonho tornado realidade, sonhei com isto durante anos. Estive muitas vezes perto, mas nunca conseguiu vencer tipos mais rápidos como Cavendish, Greipel ou Kittel. Hoje fui o mais rápido, estou superfeliz”.

Thomas chegou pouco depois de Kristoff, integrado no pelotão, recebendo os aplausos do público e de muitos companheiros, entre os quais se encontrava Chris Froome (Sky), o grande derrotado da edição 105 do Tour.

Autorizado a competir poucos dias antes do início da prova, depois da União Ciclista Internacional ter encerrado um procedimento disciplinar por suspeita de doping, Froome procurava o quinto triunfo nos Campos Elísios, quarto consecutivo.

Geraint Thomas acabou por se tornar o homem forte da Sky, liderando a prova desde a 11.ª etapa, e impondo-se em duas etapas nos Alpes, entrando mesmo para a história como o primeiro camisola amarela a vencer no mítico Alpe d’Huez.

Hoje, no pódio em Paris, Thomas teve a seu lado o holandês Tom Dumoulin (Sunweb), que fechou a prova com o tempo total de 83:19.04 horas, a 01.51 minutos do britânico, e o seu companheiro de equipa Chris Froome, que foi terceiro.

A vitória de Thomas consolidou o domínio britânico no palmarés recente do Tour, com seis vitórias nas últimas sete edições, num “reinado” iniciado por Bradley Wiggins em 2012.

O italiano Vincenzo Nibali foi o único a intrometer-se, em 2014, no domínio britânico na Volta a França, que no ano anterior e nos três seguintes foi vencida por Chris Froome.

O esloveno Peter Sagan (Bora-hansgrohe) também fez história ao conseguir pela sexta vez a camisola dos pontos, igualando o alemão Eric Zabel, que somou seis triunfos consecutivos.

Sagan poderia ter alcançado este feito no ano passado, mas foi expulso após a quarta etapa do Tour depois de ter provocado com uma cotovelada a queda do britânico Mark Cavendish.

O francês Julian Alaphilippe (Quick-Step Floors) foi coroado rei da montanha, enquanto o seu compatriota Pierre Latour (AR2R La Mondiale) venceu o prémio da juventude.

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