O ciclista esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma) declarou estar “superfeliz” depois de hoje ter conquistado tempo para todos os rivais à exceção de Tadej Pogacar, o seu compatriota que já esperava ver em destaque na Volta a França.

“Pelo resultado, foi um bom dia. Estou superfeliz. Enquanto podes ganhar tempo, cada segundo é uma vantagem para ti”, disse o camisola amarela após ter cimentando a liderança da geral, no final da 13.ª etapa do Tour.

Primoz Roglic foi o único candidato a conseguir seguir na roda de Tadej Pogacar, quando o jovem da UAE Emirates atacou na subida final até ao alto de Puy Mary, com o duo a cortar a meta a 06.05 minutos do vencedor da tirada, o colombiano Daniel Martínez (Education First), e a ganhar tempo para todos os outros favoritos, nomeadamente para o campeão em título Egan Bernal, que agora é terceiro, atrás dos dois eslovenos.

“Honestamente, esperava que o Tadej Pogacar se saísse bem no Tour. Conheço-o e sei que é muito forte. Competimos juntos nos campeonatos nacionais e desde o ano passado que já vimos que pode alcançar grandes resultados, como aconteceu na Vuelta, pelo que [a exibição de hoje] não foi uma surpresa. Estou muito contente de que tenham sido dois eslovenos a coroar o alto”, assumiu Roglic, recordando a Volta a Espanha do ano passado, em que venceu e o seu compatriota foi terceiro.

Sem encontrar uma justificação para explicar o sucesso do seu país a nível desportivo, o antigo campeão mundial de juniores em saltos de esqui considerou que, no ciclismo, o segredo está em que os corredores eslovenos se motivam uns aos outros para melhorarem.

Ainda assim, o ciclista da Jumbo-Visma não quis responder se Pogacar é agora o seu principal rival, recordando que há muita Volta a França pela frente até à chegada a Paris, em 20 de setembro.

"Podem acontecer muitas coisas, podemos ver outros ciclistas a estar com os melhores. Não olho a nomes, só faço o meu trabalho e estou satisfeito com a situação em que estou”, resumiu.

Já Pogacar revelou que decidiu tentar atacar na última subida, depois do trabalho de aceleração realizado pela INEOS de Bernal.

“Eu e o Primoz conseguimos manter a distância e foi realmente um bom dia para ganhar segundos. Vi que o Primoz hoje estava novamente muito forte no final. Foi difícil segui-lo nos últimos 500 metros. Ele está em ótima forma. Não sei o que acontecerá nos Alpes, mas vou continuar a lutar”, asseverou o agora segundo da geral, a 44 segundos da amarela.

O outro grande vencedor da jornada, além do duo de eslovenos, foi Daniel Martínez (Education First), que encontrou forças nos metros finais da subida para superar o alemão Lennard Kämna (Bora-hansgrohe), que tinha sido um dos seus 16 companheiros na fuga do dia.

“Já tinha vencido uma etapa no Paris-Nice, no Dauphiné, mas o Tour é outra coisa. Quando via [a prova] na televisão, nunca pensei que ganharia uma etapa do Tour. É fantástico!”, admitiu o vencedor do último Critério do Dauphiné.

O colombiano, de 24 anos, admitiu ter sentido cansaço na subida final, mas ter guardado suficientes forças para o final, que “era mais fácil” para si.

“O ciclismo colombiano atravessa um período extraordinário: é a primeira vez que temos quatro corredores nos 10 primeiros. O [Rigoberto] Úran está numa grande forma e tudo faremos para ajudá-lo”, vincou.

O líder de Martínez na Education First é quarto na geral, atrás de Bernal, estando a 01.10 minutos de Roglic. Seguem-se-lhe na classificação individual Nairo Quintana (Arkéa–Samsic) e Miguel Ángel López (Astana).

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