O nome português pode enganar, mas Armindo Fonseca (Bretagne-Séché Environnement) é um francês de gema, que hoje quer ganhar em Fafe para homenagear o pai.

Tenta-se uma conversa em português, no entanto o aviso surge prontamente: «Não falo muito, não, não. Compreendo um pouco, mas tenho dificuldade em falar».

O nome é português, mas Armindo Fonseca é um francês de gema, nascido em Rennes, em 1989. Filho de mãe francesa, foi ao pai que foi buscar o apelido luso, vindo diretamente da cidade onde hoje termina a terceira etapa.

«O meu pai é português, de Fafe, mesmo onde acaba a etapa de hoje. Tenho vontade de fazer um bom resultado. Vou tentar entrar numa fuga ou destacar-me no final. Não sou muito bom no sprint, mas posso tentar«, contou à Agência Lusa.

O ciclista da Bretagne-Séché Environnement «adoraria ganhar em Fafe», no final dos 165,8 quilómetros desde a Trofa, de forma a homenagear o pai.

«Vamos ver os desenvolvimentos da corrida. Seria fantástico», completou.

Estreante na Volta a Portugal, o corredor, que deu as primeiras pedaladas aos 13 anos, só por uma vez esteve nas estradas portuguesas, nos seus remotos tempos como amador, nos quais participou no Grande Prémio Joaquim Agostinho.

«Quando era mais novo, passei muito tempo na Póvoa de Varzim, muitas férias. Agora com o ciclismo é mais difícil. Como a época dura até outubro, é mais complicado vir cá todos os anos», explicou.

Profissional desde 2011, Armindo Fonseca define-se como um puncheur (ciclista que gosta de finais explosivos, em encostas duras), uma caracterização comprovada pelo seu recente segundo lugar no Circuito de Getxo.

«Gosto muito de Portugal. Sempre que posso gosto de vir cá», concluiu o dorsal 123, depois de uma rápida conversa antes da partida na Trofa.

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