Há dois homens no pelotão da 75.ª Volta a Portugal que sabem melhor do que ninguém o que é viver na sombra, por culpa do estatuto de estrelas velocipédicas dos “manos” Rui e Sérgio.

Falar de Rui Costa por estes dias é falar de sucesso, grandes vitórias e uma crescente popularidade, que apanham o irmão Mário por arrasto. Nada que incomode o mais velho dos Costa: «é fácil ser irmão do Rui Costa. Se calhar sou mais reconhecido por isso, mas fico contente na mesma».

O ciclista da OFM-Quinta da Lixa não se importa que as entrevistas que lhe têm feito nos últimos dias sejam a propósito do vencedor de duas etapas na Volta a França e garante que gosta que falem mais do seu irmão.

«Não me importava de ganhar as corridas todas, mas que falassem mais dele. Era sinal que ele ganhava ainda mais», disse à Agência Lusa.

Bem disposto, não negou que seria «um sonho» correr no pelotão internacional ao lado de Rui, mas desmentiu que haja qualquer acordo do ciclista da Movistar com outra equipa que inclua como condição a aquisição do «passe» do irmão mais velho.

«Já sabem mais do que eu. Não sei de nada, não estou por dentro dessas negociações, até porque para ele acho que não está nada certo», assegurou.

O 66.º classificado da Volta a Portugal é mais um dos que já se acostumaram aos triunfos do mais bem sucedido corredor nacional da atualidade, mas, ao contrário dos outros, ele conhece-o muito bem.

«A nossa relação sempre foi muito boa desde crianças, até porque fazemos diferença de dez meses e 20 dias. Sempre estivemos muito juntos, mesmo em crianças, sempre a brincar. E no ciclismo fizemos o caminho juntos, só nestes anos é que andámos um bocado mais separados, mas estamos sempre em comunicação», contou o mais velho dos Costa.

Mário, que não pode ver a segunda vitória do irmão no Tour por estar em prova, confessou que gostava de ter estado em França nesse momento. «Mas também tenho de correr, fazer aquilo que gosto e ser feliz», completou.

Ao contrário do ciclista da OFM-Quinta da Lixa, Pedro Paulinho desvaloriza o parentesco com Sérgio, com um simples «é como ser irmão de qualquer outro irmão».

No entanto, apesar de dizer que o ciclista da Saxo-Tinkoff é igual ao seu outro irmão Cláudio, reconhece que, se calhar, tem «responsabilidades» maiores.

«Dá-me responsabilidade, mas também motivação e muito mais apoio. Aprendo mais, ajuda-me a ver situações de corrida, a maneira de treinar. É uma ajuda preciosa», confessou à Lusa o ciclista da LA-Antarte.

Mas os dois irmãos nem falam muito das bicicletas, aliás tentam até evitar, porque estão «fartos» de viver o mundo do ciclismo.

«É o sonho de qualquer ciclista correr lá fora. Já tive uma oportunidade para correr lá fora que não correu como eu estava à espera. Espero ter outra oportunidade para mostrar o que valho», assumiu, enquanto contava que presta sempre mais atenção ao Tour, «a paixão» para quem gosta da modalidade, para ver o seu irmão Sérgio brilhar com as cores da Saxo-Tinkoff.

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