O veterano português Rui Sousa (RP-Boavista) confessou esta terça-feira que a emoção da despedida não o deixou dar o máximo na 79.ª Volta a Portugal e que é difícil despedir-se do ciclismo, a única forma de vida que conhece.

“É difícil dizer adeus, porque estou há uma vida a pedalar. Custa muito. Vinha no contrarrelógio e nem consegui dar o máximo”, disse, depois de cortar, pela última vez a meta.

Em Viseu, nos metros finais dos 20,3 quilómetros do contrarrelógio, Rui Sousa desceu da bicicleta, ergueu a bicicleta sobre a cabeça, fez vénias ao público, distribuiu abraços e foi alvo da mais sonora chuva de aplausos.

“Hoje, quis agradecer às pessoas e estas palmas querem dizer que fiz algo de jeito na minha carreira e que as pessoas gostaram. Saio satisfeito. Estou muito feliz com esta Volta a Portugal. A emoção daquela vitória em Fafe valeu por tudo. Foi a grande vitória da minha carreira”, considerou o mais popular dos ciclistas do pelotão nacional.

O corredor da RP-Boavista, que hoje revelou à Lusa que vai orientar a nova equipa de sub-23 'axadrezada', assumiu que a ideia da despedida ainda está muito fresca. “Depois do dia de Fafe [sexta etapa] emocionava-me demasiado e nunca consegui chegar àquele limite máximo”, admitiu.

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