O espanhol Raúl Alarcón (W52-FC Porto) ficou hoje mais próximo de conquistar a segunda Volta a Portugal consecutiva, ao triunfar isolado, de amarela vestida, nas Penhas da Saúde no final da etapa rainha.

Mesmo reduzida e sem a passagem pela Torre, a quarta etapa, que ligou a Guarda às Penhas da Saúde (144,3 quilómetros), fez diferenças na classificação geral, com Alarcón a somar o segundo triunfo consecutivo em etapas, em 4:02.19 horas.

Jóni Brandão (Sporting-Tavira), que fez o primeiro ataque na subida para as Penhas da Saúde, foi segundo na etapa, a 12 segundos, com o grupo dos outros candidatos, entre os quais estava o espanhol Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano), que era segundo da geral, a cortar a meta 1.13 minutos depois de Alarcón.

Depois de a fuga do dia, que teve inicialmente 10 elementos e João Matias (Vito-Feirense-Blackjack), ser anulada já nos 20 quilómetros finais, um grupo de 15 ciclistas ficou na frente da corrida, com a W52-FC Porto a liderar o ataque às Penhas da Saúde.

A sete quilómetros do fim, Jóni Brandão atacou e deixou para trás o grupo dos favoritos, onde já não estava o espanhol Gustavo Veloso (W52-FC Porto), vencedor em 2014 e 2015, que tal como no ano passado perdeu a Volta na Serra da Estrela, cortando a meta a 15.23 minutos do primeiro.

Depois do trabalho de António Carvalho ter puxado na frente do grupo perseguidor, Alarcón, vendo que o seu companheiro não estava a conseguir reduzir a diferença de 30 segundos amealhada por Jóni Brandão, decidiu responder a cerca de seis quilómetros da meta.

Tal como na véspera, não houve reação dos outros elementos da fuga, com o espanhol a ir em solitário em busca de Jóni Brandão e conseguir alcançá-lo a pouco mais de três quilómetros de final.

Depois de alguns momentos atrás do seu oponente, Alarcón arrancou definitivamente para a vitória, que lhe permitiu alargar a vantagem para os principais adversários, com Jóni Brandão a subir a segundo classificado, a 52 segundos, por troca com García de Mateos, que está agora a 1.41 minutos.

“Vi o Jóni a ganhar muito tempo e decidi atacar. O Toni [António Carvalho] estava ajudar para cortar tempo, mas já não conseguia mais, por isso tinha de tentar recuperar tempo. Consegui chegar ao Jóni e tentei ganhar um pouco mais de tempo”, disse Alarcón.

Contudo, a etapa não foi totalmente positiva para a W52-FC Porto, pois deixou de ter um plano B em caso de uma possível quebra de Alarcón até ao final da Volta – o segundo melhor dos ‘dragões’ é Ricardo Mestre, 12.º posicionado, a 4.47 minutos.

“Agora só temos uma peça para mexer, que sou eu. Outras vezes tínhamos o Toni [António Carvalho], o Gustavo, com o Rui [Vinhas] estava eu. Fica um bocado mais difícil”, disse o camisola amarela.

Na segunda-feira, a quinta etapa, última antes do dia de descanso, vai ligar Sabugal e Viseu, na distância de 191,7 quilómetros.

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