O espanhol Gustavo Veloso (W52-FC Porto) apontou hoje o asfalto como o 'juiz' indicado para confirmar o seu favoritismo à vitória na Volta a Portugal em bicicleta, depois dos triunfos em 2014 e 2015.

“A Volta é o objetivo de todas as equipas portuguesas e até de algumas estrangeiras, como a Androni Giocattoli, que não entrou no Giro. Toda a gente quer ganhar e vem preparada, mas a estrada está aí para todos e é ela que vai ditar quem ganha ou fica em segundo. O alcatrão é um bom juiz, porque põe cada um no seu lugar”, afirmou Veloso, em declarações à agência Lusa.

À margem da apresentação oficial da 78.ª edição da Volta a Portugal, em Oliveira de Azeméis, o bicampeão, que pode igualar os três triunfos consecutivos de Joaquim Agostinho (1970, 1971 e 1972) e do compatriota David Blanco (2008, 2009 e 2010), encontrou semelhanças no seu estado de forma com as duas corridas vitoriosas, reconhecendo que coincidir o seu ‘tri’ com o regresso do FC Porto ao pelotão seria “o ideal”.

“Tenho de me ver como favorito, venci as últimas duas voltas, estou aqui para defender o número ‘1’ e tentar chegar a Lisboa com a camisola amarela, sabendo da dificuldade que vou ter. As voltas que ganhei estão no palmarés, não contam, mas deram-me experiência e este ano espero não ter nenhuma queda, para que sejam as forças a ditar o resultado”, explicou.

Antes de iniciar as pedaladas, com o prólogo de quarta-feira, o galego, de 36 anos, encontrou semelhanças no seu estado de forma com os anos anteriores, assinalando as diferenças no traçado da Volta.

“É muito difícil saber a nossa condição nos primeiros dias em relação aos anos passados. No mínimo, acho que estou tão bem como cheguei nos últimos dois anos. Mas tenho de ver como corre a corrida, o percurso é tão duro como nos outros anos, mesmo sem a chegada à Torre, simplesmente é diferente e temos de encará-la de forma diferente, tentando ganhar vantagem no terreno que beneficia cada um”, referiu.

Apesar de reconhecer ser o ‘alvo a abater’ no pelotão, Veloso atribuiu o ano triunfal dos ‘dragões’ com alguma sorte e, sobretudo, muito empenho.

“A equipa é praticamente igual às duas últimas duas edições, mas, às vezes, a diferença para se ganhar passa por ter um bocado à sorte e este ano conseguimos ganhar muitas corridas. Isso também é fruto do trabalho feito ao longo dos últimos anos e do bom ambiente que se vive nesta equipa, que se reflete também um pouco no rendimento”, sublinhou.

A 78.ª edição da Volta a Portugal arranca na quarta-feira, com um prólogo de 3,6 quilómetros, em Oliveira de Azeméis, e termina, 1.618,7 quilómetros depois, em Lisboa, no dia 07 de agosto.

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