O ciclista francês Rémi Cavagna sofreu hoje até ao último metro, enquanto resistente da fuga, para vencer a 19.ª etapa da Volta a Espanha, à frente do pelotão, que teve de se contentar com a luta pelo segundo lugar.

Cavagna, de 24 anos, fez vingar a fuga do dia e cumpriu os 165,2 quilómetros entre Ávila e Toledo em 3:43.34 horas, cinco segundos à frente dos mais rápidos entre o pelotão, com o irlandês Sam Bennett (BORA-hansgrohe) em segundo e o checo Zdenek Stybar (Deceuninck-Quick Step) em terceiro.

Num dia cuja única dificuldade estava localizada no início, 12,5 quilómetros depois da partida, uma tirada rápida e a descer acabou por culminar no sofrimento de Rémi Cavagna, resistente final de uma fuga que chegou a ter 11 elementos.

Resistiu ao nervosismo do pelotão, depois de uma queda que afetou o camisola vermelha, o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), com a Movistar a atacar a liderança, e, no final, acabou por ser a capacidade de sofrimento a marcar a vitória.

Já depois de atravessar o Tejo, na chegada a Toledo, o jovem francês abanava a cabeça na última grande dificuldade do dia, as últimas centenas de metros em subida e em empedrado.

Ainda assim, ao fim de 24 quilómetros sozinho, ergueu os braços com o pelotão a vê-lo, e voltou a impor o cunho da juventude nesta Vuelta, além de dar a quarta vitória nesta edição à Deceuninck-Quick Step, já com 61 vitórias em 2019.

Cavagna começou a dar nas vistas este ano, tendo somado a primeira vitória como profissional há meses, na terceira etapa da Volta à Califórnia, confirmando agora o potencial.

Atrás, as emoções da geral jogaram-se de forma estratégica, com o pelotão a condenar, após a etapa, a tentativa da Movistar de aproveitar o atraso de Roglic, embrenhado numa queda, ainda que o camisola vermelha tenha conseguido recuperar.

Nas contas da geral, Roglic, hoje 10.º colocado, segue líder da classificação, embora o espanhol Alejandro Valverde (Movistar), que foi sexto na etapa, se tenha aproximado, ficando agora a 2.47 minutos, com o colega de equipa colombiano Nairo Quintana, em terceiro, a 3.31.

Rúben Guerreiro (Katusha Alpecin) voltou a estar em bom plano e cortou a meta em 19.º, a oito segundos do vencedor, o que lhe permitiu segurar o 17.º posto da geral individual.

Abaixo, Nelson Oliveira (Movistar) subiu a 48.º, após ser 87.º, enquanto a dupla lusa da Burgos BH teve um dia de contrastes: Ricardo Vilela caiu para 103.º, ao cortar a meta em 142.º, enquanto Nuno Bico foi 145.º e subiu um lugar, para 154.º.

No sábado, a 20.ª e penúltima etapa será decisiva - antes de no domingo a consagração decorrer na chegada a Madrid -, ligando Arenas de San Pedro a Plataforma de Gredos, ao longo de 190,4 quilómetros, com duas contagens de montanha de primeira categoria, duas de segunda e outras tantas de terceira.

A tirada perfila-se como a última grande oportunidade para a dupla da Movistar, ambos antigos vencedores da corrida, atacar a liderança de Roglic.

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