O canadiano Michael Woods (Education First) admitiu hoje que não tinha previsto integrar a fuga do dia na sétima etapa da Volta a Espanha em bicicleta, acabando por triunfar numa tirada com dupla passagem em Puerto de Orduña.

Woods, de 34 anos, cumpriu os 159,7 quilómetros entre Gasteis e Villanueva de Valdegovia em 3:48.16 horas, quatro segundos à frente de dois espanhóis que integraram a fuga do dia, Omar Fraile (Astana), segundo, e Alejandro Valverde (Movistar), terceiro, com o português Rui Costa (UAE Emirates) no sexto lugar, a 13.

No reatar da competição após o dia de descanso de segunda-feira, o pódio da geral não sofreu alterações, com Carapaz a seguir líder com 18 segundos de vantagem para o britânico Hugh Carthy (Education First), segundo, e 20 para o irlandês Dan Martin (Israel Start-Up Nation), terceiro.

"Inicialmente, era suposto estar com o Hugh Carthy, não na fuga, mas a corrida ficou tão louca, o grupo da frente tão grande, que tive de me juntar, para garantir que a equipa tinha lá alguém. Tirei grandes dividendos disso", contou, no final da tirada.

Com efeito, o 'veterano' acabou por ser o mais inteligente na ponta final da etapa, com um ataque que deixou Fraile e Valverde para trás, mas também os franceses Nans Peter (AG2R La Mondiale), quarto, e o novo líder da montanha, Guillaume Martin (Cofidis), quinto, para trás.

Muito antes disso, um 'mini pelotão' isolou-se na frente, com Rui Costa e Ivo Oliveira (UAE Emirates) entre os fugitivos, com a presença de Valverde, do espanhol Mikel Nieve (Mitchelton-Scott) e do neozelandês George Bennett (Jumbo-Visma), bem colocados na geral, a saltar à vista.

Apesar dos esforços do vencedor da Vuelta de 2009, que aos 40 anos procurava voltar a vestir a 'roja' de líder da geral, nem a fuga partiu nem o pelotão, liderado por uma INEOS com um 'campeão' a puxar, o britânico Chris Froome, se distanciou demasiado.

No final, e já depois da dupla passagem por Puerto de Orduña, que fez a seleção na fuga e, atrás, nos homens da geral, Woods foi o mais forte, num dia em que Rui Costa, depois do terceiro lugar na sexta tirada, voltou a ficar perto, subindo ainda ao 33.º lugar da geral.

"Foi um dia especial, ainda por cima podendo ganhar no País Basco. (...) No final, tive um bocado de sorte, tive pernas, e consegui vencer", atirou o canadiano, que já tinha vencido uma etapa em 2018 e se despede este ano da Education First, a caminho da Israel Start-Up Nation.

A 56 segundos cortou a meta um grupo selecionado de favoritos, com os primeiros lugares da geral intactos, num dia que começou com a boa notícia de zero testes positivos ao novo coronavírus.

Todos os portugueses subiram hoje na geral, com Costa em 33.º, Nelson Oliveira (Movistar) a chegar ao 56.º, após cortar a meta com o grupo dos favoritos, e Ricardo Vilela (Burgos-BH) é 107.º, à frente de Ivo Oliveira 123.º, e Rui Oliveira (UAE Emirates), 145.º.

Na quarta-feira, o pelotão percorre 164 quilómetros entre Logroño e Alto de Moncalvillo, uma subida de 11,3 quilómetros a fechar, de primeira categoria, em novo teste para a liderança de Carapaz.

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