O britânico Bradley Wiggins (Sky), favorito à vitória final na Volta a Itália em bicicleta, foi hoje a principal "vítima" da sétima etapa da prova, marcada por várias quedas provocadas pelo piso molhado.

Os 177 quilómetros entre Marina di San Salvo e Pescara foram corridos em grande parte sob chuva, o que provocou sucessivas quedas e cortes no grupo de ciclistas, sendo que na descida final Wiggins e o então camisola rosa, o italiano Luca Paolini (Katusha), perderam contacto com o primeiro grupo, cedendo no final 1.24 minutos.

Na frente da corrida, o australiano Adam Hansen (Lotto) venceu isolado, em 4:35.48 horas, 1.07 minutos à frente de um primeiro grupo, em que estava o espanhol Benat Intxausti (Movistar), que passou a ser o novo líder.

Wiggins continua em maré de azar - foram várias as etapas em que teve problemas, nesta primeira semana do Giro. Ainda assim, continua a estar "na corrida", já que o atual 23.º lugar, a 1.32 da rosa, é anulável nas etapas de alta montanha e contrarrelógio.

Sábado pode mesmo alterar radicalmente a classificação, já que a oitava etapa é um contrarrelógio longo, de 54,8 quilómetros (Gabicce Mare a Saltara), que parece de feição para o britânico, já que tem algumas subidas e termina com uma rampa, não muito intensa.

Bem posicionados na geral estão já outros dois favoritos: o italiano Vicenzo Nibali (Astana) está a cinco segundos de Intxausti e o canadiano Ryder Hesjedal (Garmin) a oito segundos.

Também "na corrida" estão o australiano Cadel Evans (BMC), sexto a 16 segundos, e o italiano Michele Scarpone (Lampre), 13.º, a 57, de quem se espera também uma boa prestação num contrarrelógio longo, com perdas recuperáveis nas montanhas, na próxima semana.

No grupo de Paolini e Wiggins, a 2.31 de Hansen, entraram hoje os portugueses da RadioShack, Nelson Oliveira e Tiago Machado, em 43.º e 44.º. Bruno Pires (Saxo-Tinkoff) chegou a 9.25, em 98.º, e Ricardo Mestre (Euskaltel) a 11.07, em 103.º.

Na geral, Machado desceu dois lugares, para 41.º, a 3.51. Pires desceu seis lugares, para 63.º, já a 15.27.

Nélson Oliveira subiu dez "furos", para 82.º, agora a 25.43, e Ricardo Mestre ultrapassa já uma hora de atraso - subiu 21 lugares, para 171.º, a 1:01.39.

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