O italiano Luca Paolini (Katusha) manteve hoje a camisola rosa na Volta a Itália em bicicleta, após a quarta etapa, em que o britânico Bradley Wiggins (Sky) perdeu alguns segundos para os outros favoritos.

A longa etapa de 246 quilómetros entre Policastro e Serra San Bruno, já com média montanha no traçado, foi ganha ao "sprint" pelo italiano Enrico Battagli (Bardiani), em 6:14.19 horas, à frente de um primeiro grupo de 36 unidades, com muita gente a perder tempo, entre os quais o vencedor do último Tour.

O líder da Sky ficou afastado do primeiro pelotão por causa de uma queda coletiva, um pouco antes da posição em que seguia e que o obrigou a abrandar fortemente, perdendo 17 segundos para os outros candidatos à vitória final.

Apesar da chegada em grupo, a etapa foi bastante animada e vários ciclistas foram tentando a sua sorte, com o ataque mais consistente a pertencer ao italiano Danilo de Luca, o chefe de fila da Vini Fantini, que só foi neutralizada nos últimos metros da tirada.

De Luca foi para a frente na última subida do dia, juntamente com o colombiano Robinson Chalapud (Colombia) - um esforço que só foi infrutífero quando já se via a meta final.

A Katusha trabalhou bem em defesa de Paolini, que continua com a camisola rosa vestida, com 17 segundos de avanço sobre o colombiano Rigoberto Uran (Sky) e 26 sobre o espanhol Benat Intxausti (Movistar).

Wiggins desceu para sexto, a 34 segundos, com o mesmo tempo do quinto, o canadiano Ryder Hesjedal (Garmin), o vencedor do ano passado. O australiano Cadel Evans (BMC) subiu a décimo, a 42 de Paolini.

Entre os portugueses, Tiago Machado (RadioShack) foi o que perdeu menos tempo, 17 segundos, entrando em 51.º, no mesmo grupo de Wiggins. O seu companheiro de equipa Nélson Oliveira foi 67.º, a 1.32.

Bruno Pires (Saxo-Tinkoff) entrou em 72.º, a 4.06, e só Ricardo Mestre (Euskaltel) perdeu muito tempo - foi 197.º, a 22.55, pagando o esforço de ter integrado uma fuga na parte inicial da corrida.

Tiago Machado subiu cinco lugares, para 41.º, a 2.53 de Paolini e mantém-se como o ciclista luso mais bem classificado. Bruno Pires também subiu, sete lugares, para 59.º, com um atraso global de 7.35.

A maior subida entre o quarteto português na prova é de Nélson Oliveira, que progride 47 lugares, para 73.º, a 12.05. Apenas Ricardo Mestre desceu na geral, 57 lugares, passando a ser o 166.º, a 32.24.

Na quarta-feira, o Giro vai de Cosenza a Matera (203 quilómetros), uma etapa plana, ainda no sul do país, mas agora ao longo da costa jónica.

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