Depois de ter goleado por 5-1 no encontro de sábado, o Sporting entrou hoje algo adormecido contra o Benfica, em Odivelas, no segundo jogo da final do campeonato português de futsal. Apesar de lhe ter pertencido a primeira ocasião de perigo, a equipa de Nuno Dias não apresentou a habitual eficácia ofensiva e abriu demasiados espaços à retaguarda.

O Benfica rapidamente soube capitalizar essa falha a seu favor e, após duas ameaças de Nené e Davi, acabou por chegar ao golo aos seis minutos. César Paulo fugiu bem na linha de fundo a João Matos e assistiu para Gonçalo Alves encostar sem dificuldades.

Perante o olhar atento do presidente Bruno de Carvalho na tribuna, os leões só se reencontraram com o seu nível habitual a meio do primeiro tempo. Os encarnados começaram a recuar e a manobra ofensiva leonina abria cada vez mais espaços. Com o domínio leonino a acentuar-se, não foi surpresa a reviravolta no marcador, fruto dos golos de Cary (15’) e Divanei (18’). O empate surgiu após um remate de Cary e o 2-1 na sequência de um livre perfeito.

O Sporting chegava assim ao intervalo em vantagem, depois de uma primeira parte claramente dividida por uma entrada forte do Benfica e uma resposta ainda mais eficaz dos anfitriões.

Porém, o segundo tempo começou mal para o Sporting. Com apenas três minutos decorridos, João Matos foi expulso num lance com Vítor Hugo e deixou a equipa temporariamente reduzida a quatro jogadores. O Benfica não perdeu tempo e num ápice fez o empate, por Marinho, num remate bem colocado.

A formação comandada por João Freitas Pinto soube desorganizar os leões e operou nova reviravolta no jogo. Aos 26’, uma jogada de insistência de Vítor Hugo – que viria a sair lesionado com gravidade - foi cortada por Pedro Cary, que acabou dessa forma por trair o guardião João Benedito. Estava feito o 2-3 para o Benfica e relançava-se a discussão da final.

Depois de algumas ocasiões desperdiçadas dos dois lados, Nuno Dias arriscou a estratégia de 5x4, com Alex como guarda-redes avançado, a cinco minutos do fim. O jogo tornou-se então de sentido único: a baliza do Benfica. Quando parecia que o Benfica estava prestes a ser feliz, Divanei fez o empate para o Sporting… a cinco segundos do fim.

O prolongamento refletiu o ascendente do Sporting. O Benfica apostava numa toada mais pragmática, enquanto os leões assumiam a iniciativa, mas sem golos. Chegada a hora dos penáltis, o Benfica foi mais certeiro e venceu por 3-2 o desempate. A discussão do título continua agora no próximo sábado, no pavilhão da Luz.

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