O selecionador português de futsal, Jorge Braz, disse na quinta-feira que a crença da equipa na reviravolta “fez a diferença” no triunfo perante o Paraguai, por 2-1, que permitirá discutir o troféu da Finalíssima no domingo.

Os bicampeões europeus e detentores do cetro mundial começaram a perder, com um golo de Antonio Ozuna, aos 17 minutos, a favor do finalista vencido da Copa América, mas Pany Varela, aos 29, e um autogolo de Giovanni González, aos 33, deram a vitória.

“Mudámos algumas coisas para o segundo tempo, mas o que fez a diferença foi o acreditar. Acreditar em todos os momentos foi fundamental”, afirmou o selecionador, em declarações reproduzidas no sítio oficial da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

No final do encontro, Jorge Braz admitiu que Portugal nem sempre teve “qualidade na decisão, muito por mérito do Paraguai”, tendo consciência de que “iria ser um jogo equilibrado”, até pela final da Copa América, onde a Argentina apenas venceu por 1-0.

“São muito organizados, agressivos, aguerridos, sabem muito bem o que fazer quando defendem. Nem sempre estivemos bem, mas acreditámos que poderíamos chegar à vitória. Queríamos muito virar o resultado, conseguimos e, depois, soubemos defender quando foi necessário”, explicou o técnico, de 50 anos e no cargo técnico desde 2011.

Agora, segue-se a decisão do troféu da Finalíssima, competição organizada por UEFA e CONMEBOL, com os vencedores e finalistas vencidos do Europeu e da Copa América – a Espanha, terceira colocada, substituiu a excluída Rússia -, no domingo, às 16:45 locais (20:45 em Lisboa). O adversário sairá da outra meia-final, entre Argentina e Espanha.

“É um prazer enorme estarmos na Argentina, num país que tem grande paixão pelo futsal. Estamos cá com muito gosto e vamos desfrutar da final”, expressou Jorge Braz, que pediu um pavilhão “cheio” no jogo decisivo, porque “o futsal merece”: “Não há pressão, mas sim um grande prazer de estar aqui a disputar o troféu da Finalíssima”.

Pany Varela, que apontou o golo da igualdade, foi o porta-voz dos jogadores ao sítio oficial da FPF, realçando que o plantel terminou a partida “com a sensação de missão cumprida”, depois de alcançarem o “primeiro objetivo” de alcançar a final do torneio.

“O Paraguai dignificou a nossa vitória, temos de lhes dar os parabéns. Fomos melhores durante os 40 minutos. Na segunda parte, conseguimos aproveitar a defesa zonal do adversário e conseguimos chegar aos golos, que era o mas importante. Pecámos muito na finalização no primeiro tempo e isso mudou depois do intervalo”, analisou o atleta.

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