O treinador de futsal do Sporting, Nuno Dias, considerou hoje que o duelo das meias-finais da Liga dos Campeões, diante dos espanhóis do Inter Movistar, será “completamente diferente” do encontro de há duas temporadas.

Na ‘final a quatro’ de 2018/19, em Almaty, no Cazaquistão, os dois conjuntos defrontaram-se na mesma ronda, com vitória sportinguista por 5-3, numa edição conquistada pela formação portuguesa, mas, desde aí, o Inter Movistar mudou, inclusive no corpo técnico.

“Além de uma quantidade enorme de jogadores diferentes, as ideias são diferentes, tanto ao nível individual, coletivo ou de organização. A única coisa idêntica são as camisolas e os emblemas”, apontou Nuno Dias, que acrescentou: “O Sporting perdeu muitos jogadores desde esse tempo e incluiu outros, tem alguns ajustes em relação ao que era”.

No entanto, o treinador, a falar em conferência de imprensa de antevisão à partida, afirmou que, apesar das diferenças, a equipa dos ‘leões’ “tem qualidade e vai certamente fazer um bom jogo”, diante de um adversário num “extraordinário momento de forma”.

“Esperamos um Inter competitivo, mas estamos focados no que será o nosso empenho, organização, trabalho, jogadores e estratégias. Esse será o foco maior, obviamente com atenções no que o nosso adversário nos vai colocar”, sublinhou.

De Almaty para Zadar, onde se está a disputar a fase decisiva da prova continental, o Sporting tem transportado “o espírito, a alegria com que jogam, a felicidade que os jogadores têm quando estão a competir, a entreajuda e a cooperação que existe entre todos”, que “fazem uma grande diferença” e “são fatores decisivos” em jogos decididos ao detalhe.

“Por mais desenhos que faça no papel, se a qualidade individual não existir, as coisas não resultam. Para resultar, é preciso uma série de coisas acontecerem. A qualidade individual, a coordenação de movimentos, os ‘timings’, parece pouca coisa, mas tem muitas horas de treino e dá-nos um prazer enorme ver que o trabalho compensa”, expressou.

No triunfo diante dos russos do KPRF Moscovo, por 3-2, nos quartos de final, ficou viral a pausa técnica que antecedeu o terceiro golo do conjunto ‘verde e branco’, a planear o que depois se sucedeu na prática, numa estratégia que Nuno Dias frisou acontecer “muitas vezes”, enquanto João Matos, também presente na antevisão, explicou o processo.

“O porquê de ter pedido mais um destro foi para atrairmos um quarto homem. O Tomás [Paçó] entrou para uma possível bola aérea e, se fosse um canhoto, não atraíamos o adversário. Foi um engodo para abrir espaço. Correu tudo na perfeição”, disse.

O ‘capitão’ entende que, mais do que táticas e organizações, “a vontade e a garra vão decidir muito”, numa equipa diferente da que venceu em 2019, mas com “igual força e valor” e o “mesmo espírito e ambição”, para procurarem superar de novo o Inter Movistar.

“Esperamos um jogo muito intenso, pelo menos da parte defensiva do Inter, muito disponível e que se ajuda muito no processo defensivo. Será muito à base da intensidade e do pormenor. Foram os pormenores que definiram o nosso acesso às meias-finais”, recordou.

Sporting e Inter Movistar defrontam-se no sábado, às 14:00 (horas de Lisboa), no pavilhão Dvorana Kresimir Coric, em Zadar, na Croácia, nas meias-finais da Liga dos Campeões de futsal, com o vencedor da eliminatória a enfrentar FC Barcelona, de Espanha, ou Kairat, do Cazaquistão (‘carrasco’ do Benfica nos ‘quartos’), na final da prova, no mesmo local.

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