Pelo terceiro ano consecutivo três profissionais portugueses passaram o 'cut' do Portugal Masters, no Dom Pedro Victoria Golf Course, onde Ricardo Santos, Vítor Lopes e Tomás Gouveia vão disputar as últimas duas voltas do torneio do European Tour.

Eram seis os representantes nacionais à partida para a 15.ª edição do torneio pontuável para o Circuito Europeu, mas ao fim dos primeiros 36 buracos, apenas o trio garantiu a manutenção em prova, enquanto Pedro Figueiredo, Filipe Lima e o amador Pedro Clare Neves ficaram fora do grupo de 65 jogadores apurados para o fim de semana.

Num dia em que o vento baixou de intensidade e o ‘cut’ manteve-se no Par do campo, Ricardo Santos conseguiu ser mais consistente do ‘tee’ ao ‘green’ e juntou a um ‘score’ inicial de 70 pancadas um segundo cartão de 69 ‘shots’ para ascender ao 30.º lugar do ‘leaderboard’, liderado pelo italiano Nino Bertasio.

“Foi uma volta bem mais positiva que ontem [quinta-feira]. Esteve menos vento, mas as bandeiras estavam mais difíceis hoje, todas encostadas. Fiz três ‘bogeys’, mas joguei bastante melhor do ‘tee’ ao ‘green’ e tive mais oportunidades para ‘birdie’. Fechei com um ‘bogey’ no buraco 18, mas foi uma boa volta e senti-me bastante melhor em campo”, contou no final o algarvio.

Ricardo Santos, que está a lutar em Vilamoura pela manutenção no European Tour na próxima temporada, antes da última oportunidade no Dubai Championship, de 11 a 14 de novembro, registou hoje cinco ‘birdies’ (uma abaixo) nos buracos 3, 4, 8, 13 e 14, além dos ‘bogeys’ (uma acima) nos 9, 10 e 18.

Tal como o profissional natural de Faro, 169.º classificado na ‘Corrida para o Dubai’, Vítor Lopes e Tomás Gouveia, a jogar na mesma formação, melhoraram as respetivas exibições e acabaram ambos com o mesmo agregado, 140 pancadas, depois de anotarem os dois 71 e 69 ‘shots’ na primeira e segunda ronda, respetivamente.

Graças às duas pancadas abaixo do Par, ambos com um ‘birdie’ a fechar a segunda volta, os dois asseguraram, pela primeira vez na carreira, a permanência na competição, ao figurarem no 37.º lugar da classificação, empatados com mais dez jogadores.

“É claramente uma boa sensação. Nunca tinha passado o ‘cut’ no meu ‘home course’ e sabe muito bem ter o público a apoiar e acabar com um ‘birdie’ no último buraco para tranquilizar o ‘cut'”, reconheceu no final Lopes, após contabilizar três ‘birdies’ e um ‘bogey’.

Já Tomás Gouveia, que assinou cinco ‘birdies’ contra três ‘bogeys’, defendeu ter feito “outra vez uma volta muito sólida”, embora a eficácia nos ‘greens’ fosse menor do que na abertura e hoje tivesse “pior no ‘putt'”.

“Mas consegui meter dois ‘putts’ nos segundos nove buracos que me deixaram mais relaxado. Do ‘tee’ ao ‘green’ acho que só falhei dois ‘fairways’ e outros tantos ‘greens’, portanto foi uma volta muito sólida e não cometi erros quase nenhuns. Estou muito contente. Nunca tinha passa o ‘cut’ e nunca tinha estado realisticamente perto de passar, portanto é a primeira vez e é um espetáculo ter tantas pessoas atrás de nós a apoiar”, destacou o irmão mais novo de Ricardo Melo Gouveia, ausente do Portugal Masters para disputar a Grande Final do Challenge Tour em Maiorca.

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