O Benfica anunciou hoje que vai fazer uma exposição às principais autoridades desportivas do país contra as “atitudes” e alegada “grave conduta” do presidente da Federação Portuguesa de Judo.

A ação do clube lisboeta acontece “na sequência de várias intervenções públicas e privadas e de decisões injustificáveis de Jorge Fernandes”, que os ‘encarnados’ classificam de “inadequadas, irresponsáveis e não condizentes de todo com aquilo que deveria ser o desempenho da respetiva função num organismo de utilidade pública”.

Para denunciar o que considera ser uma “grave conduta”, o Benfica “vai enviar uma exposição formal à Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, ao IPDJ [Instituto Português do Desporto e Juventude] e ao Comité Olímpico de Portugal (COP)”.

Entre outros temas, o Benfica fala da não inscrição de Rochele Nunes no Grande Prémio de Tashkent, no qual poderia amealhar pontos para o ‘ranking’ olímpico, e da dispensa do treinador Go Tsunoda no decorrer do último Mundial, em vésperas da participação da sua atleta Telma Monteiro.

“É possível justificar intervenções junto de treinadores e atletas, com voz alta e grave, em que se exclama este teor: ‘a federação está acima de todos, incluindo o COP e os clubes?’ É assim que se gere a elite do judo nacional?”, questionam os ‘encarnados’.

As ‘águias’ referem ainda a imposição da imagem de um patrocinador da federação e a proibição da ostentação do emblema dos clubes no espaço à disposição dos atletas.

“Por que se arroga tantas vezes de ser ‘o presidente eleito’? Por ter sido escolhido em eleições, pode impor-se tanto ao bom senso como a outros responsáveis federativos, técnicos ou regulamentos da FPJ’”, acrescenta o Benfica.

Os lisboetas esperam que o dirigente exerça o poder com “sentido de responsabilidade, capacidade de escuta, respeito pelo papel dos clubes e uma estratégia que dê condições fundamentais aos atletas”, ao invés do que entendem ser “um ambiente de permanente conflito junto dos judocas de maior potencial”.

“Com a contagem decrescente a acelerar para Tóquio 2020, decidiu este dirigente, numa atitude lamentável, esquecer a ação de gerir e passar à de gerar... uma série de conflitos. Serão muitos os factos dados a conhecer às entidades competentes”, diz o clube, que promete levar o caso “até às últimas consequências”.

O Benfica revela que está a avaliar “a possibilidade de recorrer aos tribunais para que sejam repostos os prejuízos materiais e de imagem do clube e seus atletas, assim como a legitimidade desta federação em ostentar o estatuto de utilidade pública”.

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