A marcação para 08, 09 e 10 novembro dos Europeus de judo de Praga, sucessivamente adiados devido à pandemia da covid-19, foi encarada com “alívio” pela Federação Portuguesa, que tem os ‘seus’ Europeus no próximo ano.

“Penso que é a melhor data para os atletas, tendo isto passado [a situação de crise sanitária mundial], e marcados a uma distância grande dos nossos Europeus [em Lisboa, de 30 de abril a 02 de maio de 2021]”, disse à agência Lusa o presidente federativo, Jorge Fernandes.

O dirigente máximo do judo português pensa que o cenário encontrado pela União Europeia de Judo permitirá que a prova de Lisboa conte 100% para o apuramento olímpico, com o adiamento dos Jogos para as datas entre 23 de julho e 08 de agosto de 2021.

“Se queremos defender o interesse dos atletas, não podemos estar este tempo todo parados e depois contar em novembro”, defendeu o dirigente, que continua a apostar numa ‘remarcação de apuramento’ de março a maio de 2021.

Jorge Fernandes espera que seja essa a proposta da União Europeia de Judo (UEJ) à Federação internacional, recomeçar o apuramento no momento da paragem das competições e contarem março, abril e maio de 2021.

O presidente da Federação espera que o ‘ranking’ olímpico feche em maio e não em junho, acreditando que essas datas serão ajustadas consoante as modalidades, lembrando que no judo têm igualmente de se apurar ‘quotas’ continentais.

Atualmente, Portugal tem oito judocas em lugares elegíveis para os Jogos de Tóquio: Catarina Costa (-48 kg), Joana Ramos (-52 kg), Telma Monteiro (-57 kg), Bárbara Timo (-70 kg), Patrícia Sampaio (-78 kg), Rochele Nunes (-78 kg), Anri Egutidze (-81 kg) e Jorge Fonseca (-100 kg).

Para Jorge Fernandes, ainda existe a ambição de conseguir apurar uma equipa olímpica, uma variante nova no judo dos próximos Jogos, faltando para isso conseguir mais um judoca masculino, sendo a equipa de três femininos e três masculinos.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais mais de 70 mil morreram. Dos casos de infeção, mais de 240 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 680 mil infetados e mais de 50 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos.

Newsletter

Receba o melhor do SAPO Desporto. Diariamente. No seu email.

Notificações

SAPO Desporto sempre consigo. Vão vir "charters" de notificações.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.