Foi com uma paisagem deslumbrante como pano de fundo, na Torre Altice, em Monsanto - simbolicamente o ponto mais alto da cidade de Lisboa - que João Netto deu mais um passo rumo ao seu próximo grande objetivo.

O aratonista de 56 anos, que no currículo tem feitos como o de ter concluído o World Marathon Challenge (7 maratonas corridas em 7 dias consecutivos em 7 continentes), vai tornar-se no primeiro português a correr, em maio, a Tenzing Hillary Everest Marathon - a maratona mais alta do mundo - e recebeu das mãos de Alexandre Fonseca, CEO da Altice Portugal, grupo que o patrocina, não só o casaco que envergará ao longo da aventura que o espera, mas também uma bandeira de Portugal e outra da Altice.

Bandeiras que transportará consigo ao longo da prova e que promete trazer de volta e devolver depois de cumprido o sonho de chegar ao fim de uma maratona na qual já esteve por duas vezes inscrito no passado mas na qual, por motivos de saúde, acabou por não poder participar. "Esta é a terceira vez que me inscrevo e costuma dizer-se que à terceira é de vez!", afirma.

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Uma maratona no topo do mundo e uma preparação que contempla todos os pormenores

A Tenzing Hillary Everest Marathon é provavelmente a corrida de trail mais aventurosa do mundo, realizada anualmente para comemorar a primeira ascensão bem-sucedida ao Evereste por Tenzing Norgay Sherpa e por Sir Edmund Hillary, em 29 de maio de 1953.

Por ser corrida realizada em tão elevada altitude e numa região com baixa pressão atmosférica e baixos níveis de oxigénio, com algumas partes cobertas por neve durante todo o ano, os participantes precisam de cumprir planos específicos de treino e alguns dias para aclimatação. Além disso, a chegada até ao local do início da prova implica 12 dias de subida pelo Evereste. Mesmo para alguém habituado a provas extremas como João Netto, o plano de treinos também tem sido rigoroso.

Das sete maratonas (em sete dias em sete continentes) a uma corrida com 50 graus negativos e ursos à espreita: à conversa com João Netto
Das sete maratonas (em sete dias em sete continentes) a uma corrida com 50 graus negativos e ursos à espreita: à conversa com João Netto
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"Esta preparação implica, naturalmente, uma alimentação base e, depois, muita natação, bicicleta, preparação física genérica, obviamente corrida, treinos em simulação de treino em altitude no centro de alto rendimento, algumas viagens à Serra Nevada, para simulações em cenários reais. Além da parte cárdio, claro, acompanhamento médico, fisioterapia. Neste momento todos os pormenores estão a ser tidos em linha de conta e tenho comigo uma equipa vasta a trabalhar comigo", explica João Netto.

"A altitude vai ser o grande desafio. Estou a fazer muito controlo de oxigenação sanguínea, de pulsação e o grande desafio passará por ai. Pela oxigenação sanguínea (ou falta dela) e a pressão atmosférica. Além de tudo isso, preparação para a prova implica 12 dias de subida no Evereste, por si só muito desgastantes, com mochilas e tendas, e no dia em que começamos efetivamente a prova já levamos sensivelmente 14 dias de Evereste, 12 dos quais carregado. É um dado que também está a ser levado em linha de conta", acrescenta.

"Esta prova é uma prova de enormíssima expetativa, tendo em conta a altitude. Mesmo já contando com alguma experiência em provas extreme no currículo, só me faltava o monte Evereste, até pelo simbolismo que tem, de ser a montanha mais alta do mundo. A expetativa é, naturalmente, primeiro concluir a prova, tendo em conta concluir a prova e, uma vez mais, ter sucesso e levar a bandeira de Portugal e da Altice até ao seu términos", sublinha o maratonista.

João Netto
João Netto créditos: Altice Portugal

Mais uma prova do compromisso da Altice Portugal com o desporto, com os atletas nacionais e com o esforço e superação individuais

Essa parceria com a Altice, frisa João Netto, tem sido importante, sobretudo por o grupo ter acreditado nele desde o primeiro momento.

"A parceria com a Altice já vem de longa data. Acompanha-me desde o primeiro momento e desde o primeiro momento acreditou em mim. Hoje é mais fácil outros acreditarem, mas aquando do primeiro projeto, com a maratona do Polo Norte, foi a Altice que acreditou em mim, neste projeto e no meu esforço. Desde então já lá vão vários anos e tem sido um sucesso", sublinha.

Para Alexandre Fonseca, CEO do grupo Altice Portugal, este é só mais um exemplo do apoio conferido aos desportistas nacionais nas mais diversas vertentes.

"É uma característica e uma imagem de marca da Altice apoiar os atletas nas mais variadas modalidades desportivas, seja o surf, o ténis, o motociclismo. Há um conjunto de áreas em que temos vindo a apoiar o desporto mas, sobretudo, os atletas nacionais. No caso concreto do João, é um caso único, de um atleta mais maduro, mais sénior, que tem ultrapassado desafios que são enormes. E este exemplo desta prova que vai realizar levando também as cores da Altice é mais um exemplo do apoio dado ao desporto nacional, aos atletas nacionais e àqueles que se superam, porque este é um exemplo de superação, não se tratando de um atleta profissional, mas de alguém que enfrenta um desafio quase sobrehumano", frisou Alexandre Fonseca.

"Mais do que as vitórias, que são a parte mais visível, apoiamos coisas muito mais importantes que essas conquistas: o trabalho, a dedicação, o empenho, o esforço, a capacidade de superação, o esforço mental que os treinos implicam...é tudo isso leva ao sucesso e é por isso que apoiamos o desporto e estes atletas. Porque é importante mostrar também aos jovens que estes atletas de alta competição, como o João, são verdadeiros exemplos para os mais jovens, mostrando-lhes que com dedicação e empenho tudo é possível. E, com esse exemplo, ajudam a construir um Portugal melhor", concluiu.

Alexandre Fonseca e João Netto
Alexandre Fonseca e João Netto créditos: Altice Portugal

GALERIA: João Neto, o homem das maratonas impossíveis

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