A Federação Equestre Portuguesa estabeleceu um protocolo com a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, que permitirá parcerias como formações para os federados ou o acesso a exames de diagnósticos para os equinos, foi hoje divulgado.

O vice-presidente da dressage da Federação Portuguesa (FEP), Luís Faísca, explicou que este acordo irá “colocar ao dispor dos equinos pertencentes às equipas nacionais uma série de apoios de diagnósticos avançados, como ressonâncias magnéticas, TAC, radiologias ou endoscopias”.

“É importante, porque, até há pouco tempo, cavalos com problemas mais complicados tinham que se deslocar ao estrangeiro para fazer estas intervenções. Agora, vamos ter acesso privilegiado com desconto de 50% nos custos base destes exames”, divulgou o responsável, que falava durante a apresentação do ‘Programa de Alto Rendimento 2021’, que decorreu hoje através da plataforma ‘zoom’.

Este protocolo, que terá como coordenador o médico veterinário da FEP, Luís Lamas, professor na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, permitirá também “colaborações na área da formação”.

"Todos os elementos federados podem ter formação relacionada com a atividade, com um desconto substancial nas inscrições”, frisou.

Também com coordenação de Luís Lamas, alunos de mestrado e professores vão poder desenvolver trabalhos e estudos sobre aquela atividade, disse ainda.

“Isto não é novidade e existem em várias faculdades, indústrias e atividades que desenvolvem este tipo de parcerias. É bom trazer a academia para esta área”, apontou.

O protocolo permitirá ainda uma vertente de consultadoria técnico-científica afeta às áreas da medicina desportiva e de alto rendimento, para a organização de equipas de medicina veterinária de fisioterapia, reabilitação, planos de nutrição, cirurgia ou medicina desportiva, acrescentou.

O presidente da FEP, Bruno Rente, abordou ainda o projeto da ‘casa das seleções’ que está em andamento e que “terá em breve novidades”.

“Vai ajudar a alicerçar este projeto [de alta competição]. Será para seniores, mas também para os escalões mais jovens. Com o espaço pronto, será possível preparar eventos ainda com maior eficiência”, atirou.

Durante a apresentação do ‘Programa de Alto Rendimento 2021’, Bruno Rente, salientou que a pandemia de covid-19 causa “tempos de incerteza” para os atletas, que têm também menos preparação.

“Muitos eventos internacionais foram cancelados, como os Jogos Olímpicos [Tóquio2020, adiados para 2021] e isso cria ansiedade extra. Com menos competição face a outros países e atletas, isso coloca os portugueses numa posição de não estarem tão preparados para momentos de competição, mas os nossos atletas são resilientes”, garantiu.

Também Luís Faísca abordou a preparação das competições durante a pandemia e assegurou que há condições para retomar as provas.

“No final do ano [de 2020] conseguimos realizar os eventos principais sem surtos, como os campeonatos nacionais ou Taça de Portugal. Cumprindo todas as normas da Direção-Geral da Saúde é possível competir, pois a nossa atividade é ao ar livre e individual”, apontou.

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