“Em termos de organização e gestão, a FGP vai tentar fazer o melhor Campeonato do Mundo de sempre. Tentamos que os ginastas tenham as melhores condições possíveis para ter os melhores resultados possíveis”, disse, na conferência de imprensa de divulgação do evento que acolherá 261 atletas de 32 países e no qual serão atribuídos oito títulos mundiais.

A equipa nacional é composta por 21 elementos e o seu treinador, Rui Cardoso, disse ter “boas expectativas” para o Mundial.

“Temos uma equipa bastante grande, talvez a maior de sempre, com muito boa qualidade. O nosso objetivo é entrar em algumas finais, duas ou três pelo menos, é o mais importante, é onde vão os oito melhores. Depois de estarmos nas finais, logo se vê”, avançou.

Tânia Almeida, de 18 anos, de Oeiras, e Rui Cansado, açoriano de São Miguel, são os atletas, como par misto (estreia num Mundial) e individualmente, em quem os responsáveis depositam mais esperanças de atingir uma final.

“É o nosso primeiro Campeonato do Mundo enquanto par misto, começámos a trabalhar há pouco tempo, desde outubro [de 2021]. Tivemos um bom resultado na Taça do Mundo, que foi em Cantanhede, em março, ficámos em terceiro lugar. As nossas expectativas passam por fazer uma prova limpa [sem erros] e, depois, quem sabe, uma final”, disse Tânia, atleta que começou com dois anos a fazer ginástica artística e mudou há cerca de cinco para ginástica aeróbica.

A mesma opinião tem o par Rui Cansado, de 20 anos, praticante há metade da sua vida de ginástica aeróbica.

“Queremos demonstrar o trabalho que tivemos ao longo dos anos, especialmente na última época. Queremos fazer uma prova sem falhas e, depois, as finais são sempre um grande objetivo, é sempre muito difícil, mas é sempre o nosso objetivo. Isto é um Campeonato do Mundo, com as grandes potências mundiais, estão aqui campeões do mundo a defender o seu título”, notou.

Rui Cardoso frisou que esta equipa já obteve “resultados muito bons”, salientando o referido terceiro lugar de Tânia Almeida/Rui Cansado na última Taça do Mundo.

O treinador colocou a ginástica aeróbica portuguesa na “primeira divisão” mundial.

“A nossa equipa não é a melhor do mundo, mas temos tido muito bons resultados ao nível de finais, por exemplo. O Rui e a Tânia são os nossos atletas de alto rendimento pelos resultados que alcançaram na época passada e temos alguma esperança neles e também nos outros. Temos também algumas aspirações no grupo da aero dance”, disse.

O presidente da FGP destacou as “fantásticas” condições do Pavilhão Multiusos de Guimarães, onde decorrerá a prova, e a experiência da federação na organização deste tipo de certames.

“Não é por acaso que somos dos países que mais eventos internacionais organizamos. Inclusivamente, ganhámos a candidatura que tínhamos feito para a Gymnaestrada 2027, ganhando a Berlim, sendo que a Alemanha é uma potência desportiva e também na ginástica”, salientou.

Questionado sobre o que poderia ser feito a nível governativo para dar melhores condições à prática da ginástica, Luís Arrais destacou a necessidade de mais infraestruturas.

“Teremos melhores condições que muitos países, mas ainda estamos atrás de muitos outros. O que todos gostaríamos de ter, como todas as federações nacionais, era, obviamente, mais apoio financeiro para podermos ter melhores condições em termos de espaços físicos, mais pavilhões, e material”, disse.

O vereador do Desporto da Câmara Municipal de Guimarães, Nélson Felgueiras, salientou a importância do evento para o concelho minhoto.

“Tem uma importância enorme, estamos a falar de um Campeonato do Mundo com cidadãos de 32 países participantes que vêm conhecer a nossa cidade e o nosso concelho. Associado à componente desportiva e ao facto de ser uma competição de elite, com os melhores atletas do mundo, é uma enorme montra para o nosso concelho e muito importante para o turismo”, disse.

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