O canoísta Fernando Pimenta exultou hoje com o apuramento para Tóquio2020, adornado com a medalha de bronze em K1 1000 dos mundiais da Hungria, esperando repetir o pódio nos 5000, no domingo.

“Os outros dois atletas hoje foram melhores do que eu, dei o meu melhor, consegui a vaga olímpica, está feito. Era o grande objetivo, um grande passo para Tóquio2020. Agora, é descansar para estar na melhor forma no domingo, no K1 5000”, resumiu.

Pimenta, que defendia o título mundial conquistado em 2018 em Montemor-o-Velho, competiu na pista quatro e terminou a prova em 3.37,63 minutos, tendo sido superado pelo húngaro Balint Kopasz, medalha de ouro com 3.36,07, e pelo checo Josef Dostal, medalha de prata com 3.37,31.

“Foi uma prova sem dúvida muito bem disputada de início ao fim. Tive boa largada, que me motivou muito, e tentei dominar até aos metros finais. Certo é que dei o meu melhor e estou extremamente contente e feliz pela vaga nos Jogos Olímpicos, que era o grande objetivo”, vincou o desportista de 30 anos.

Pimenta liderou três quartos da prova, sendo depois ultrapassado pelo checo e pelo 'menino-prodígi'o húngaro, que já tinha negado ao português o ouro nos Jogos Europeus de Minsk, em junho, tanto nos 1000 como nos 5000.

“Assim como eu o ano passado quis vencer em Portugal, ele também. Nunca sabemos quando será a próxima oportunidade. Só tenho de estar agradecido ao meu treinador e a quem me apoia diariamente, face às dificuldades dos últimos tempos. Agora é recuperar e dar o melhor domingo”, disse o atleta do Benfica.

Se lhe garantissem, por decreto, o bronze em Tóquio2020, Pimenta, quinto no Rio2016, garante que não aceitaria: “Não. Como todos sabem, não sou um atleta que se dá por vencido nem dá nada por adquirido. Gosto de trabalhar para o resultado e medalhas. Prefiro nada assinar, ir lá, dar o meu melhor, mesmo que não consiga a ambicionada medalha. Estar na luta e dar um grande espetáculo como dei hoje.”

Aos que sonhavam com o ouro em Szeged, recorda as “dificuldades de estar sempre ao mais alto nível”, salientando o “desgaste físico e psicológico” que isso acarreta, situação que lida com entusiasmo.

Para a próxima época, que termina em Tóquio2020, espera poder contar com dois parceiros de treino, considerando que não lhe foi benéfico trabalhar parte da temporada sozinho.

“Não será só benéfico para mim, mas para a canoagem portuguesa. Iriam crescer bastante. Trabalharia para os ensinar e dar boas experiências e motivação para eles seguiram as minhas pisadas”, concluiu.

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