A 29.ª edição do Grande Prémio Jornal de Notícias de ciclismo volta a repetir este ano o formato de sete dias de competição, distribuídos por vários concelhos da região norte de Portugal.

A prova, que terá uma extensão total de 755 quilómetros, vai realizar-se entre 04 e 10 junho contando com a participação de 98 ciclistas, distribuídos por 12 equipas portuguesas, uma espanhola e uma outra angolana, que, segundo organização, terão pela frente o trajeto mais seletivo da história da prova.

"Para mim, é o Grande Prémio JN mais duro de sempre. Serão sete dias de grande dificuldade, vincados por três contrarrelógios, que prometem que a luta pela vitória fique em aberto até ao último dia", disse o diretor da prova, Carlos Pereira.

Todos os detalhes da competição foram hoje apresentados em Gondomar, com a presença do presidente do Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira, que considerou esta prova "com uma das âncoras do calendário nacional" da modalidade.

"É uma corrida com grande impacto, sobretudo na região norte, onde há muitos adeptos, e acredito que será, mais uma vez, um grande espetáculo de ciclismo, até porque acontece numa altura em que as equipas e os corredores estão já perto no seu ponto máximo de forma, tendo em vista a Volta a Portugal", explicou.

Já o diretor do Jornal de Notícias, Domingos de Andrade, frisou a continuidade da aposta da publicação numa modalidade que tem vindo a "conquistar credibilidade e recuperar valores".

"Os ciclistas levam o desporto onde mais ninguém consegue chegar e o JN, sempre próximo das populações, sempre pronto a dar voz aos que são mais esquecidos num país demasiado fechado na sua centralidade pouco solidária, não só acompanha a caravana como trabalha para descentralizar os grandes eventos", vincou.

No plano desportivo, a prova a arranca em 04 de junho, com um prólogo de 6,2 quilómetros, em Monção, a mesma localidade onde no dia seguinte acontece a partida para a primeira etapa, com chegada em Viana do Castelo.

Será também na cidade vianense que o pelotão, em 6 de junho, parte para segunda etapa, desta feita com chegada em Ovar, e que antecede uma jornada de emoções duplas.

Isto porque a terceira etapa será dividida em duas secções, uma primeira matinal, com partida e chegada em Vila Nova de Gaia, e, à tarde, num contrarrelógio por equipas, nas ruas de Matosinhos.

No dia seguinte, novo exercício individual, desta feita numa crono escalada com chegada ao Monte Córdova, em Santo Tirso.

Em 09 de junho, cumpre-se a penúltima etapa, numa ligação de 130 quilómetros, com partida e chegada e Valongo, que antecede a derradeira, e mais longa, tirada, com mais de 187, reservada para 10 de junho, na ligação entre Porto e Gondomar.

Na lista de inscritos estão as formações profissionais do W52/FC Porto, Sporting/Tavira, Rádio Popular/Boavista, Efapel, Louletano/Aviludo, Vito/Feirense, LA Alumínios, Miranda/Mortágua, Oliveirense/InOutBuild, e as equipas sub23 da Sicasal/Constantinos, Fortuna/Maia e Gondomar/Cultural.

O pelotão será completado com as presenças da formação espanhola Team Kuota e da angolana BAI/Sicasal/Petroluanda.

Na edição do ano passado, António Carvalho, da W52-FC Porto, repetiu o triunfo conseguido em 2015, igualando o feito do seu tio Fernando Carvalho, o único ciclista que tinha vencido duas edições do Grande Prémio JN, nos anos 80.

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