“É uma sensação incrível, não dá para explicar por palavras o orgulho de olhar para a bancada e ter os meus colegas de seleção ao rubro, olhar para outra e ver um dos meus melhores amigos e o meu irmão aos saltos, sair da arena ligar para a família e estarem todos contentes. Não há nada que consiga pagar esta sensação”, descreveu à Lusa o estudante portuense de 15 anos, que frequenta o 10.º ano do curso de Economia no colégio Júlio Dinis.

A comitiva portuguesa regressou da República Checa com cinco medalhas: na disciplina de kata, além de João Vieira, Natacha Fernandes foi prata na categoria sub-21 e Bárbara Ribeiro, Lara Teixeira e Maria Cardoso conquistaram o bronze no kata de equipa em cadetes; em kumite, Luciano Novo, nos cadetes -63kg, e Guilherme Gonçalves, nos juniores -68kg, também foram vice-campeões.

“A Federação Nacional de Karaté (FNK-P) e a seleção deixam os atletas em completo conforto e com uma grande confiança. Há um trabalho esplêndido no ambiente entre colegas de seleção. Temos uma reunião depois do jantar, em que estão os treinadores e o diretor técnico a antever o dia seguinte ou a dar uma palavra de consolo a quem competiu nesse dia e não conseguiu o objetivo”, explicou.

João Vieira, irmão do antigo karateca André Vieira, começou a praticar kata desde os quatro anos e atribuiu ao irmão o desejo de querer mais, “pensar alto e ter objetivos grandes”, e a conquista da medalha de ouro no domingo só “veio dar uma confiança e visibilidade gigantes ao desporto” e a si próprio.

“Os objetivos são os mesmos: vamos ter a Youth League na Croácia, em outubro é o Campeonato do Mundo que já era um objetivo com a seleção. Em setembro e dezembro também há mais competições internacionais. Os objetivos continuam os mesmos a nível nacional e internacional e vão continuar a ser, mas estou com mais confiança e um gosto maior em praticar a modalidade”, indicou.

Para o atleta do Centro de Karaté Goju-Ruy do Porto, apesar de a modalidade não ter tanta visibilidade no país, as medalhas e os resultados conquistados pelos colegas ajudam a colocar a modalidade diante dos “olhos dos outros”, e também “aos países de lá de fora verem Portugal como uma potência”, o que pode “trazer mais benefícios e boas oportunidades ao nosso país”.

“O karaté tem aumentado a sua visibilidade a nível nacional. Há pouco tempo, tivemos a K1-Premier League. Tivemos o recorde de finais e terceiros lugares a nível nacional, fui o primeiro a trazer o primeiro lugar no kata, o Guilherme Gonçalves tem um recorde em Youth League, colegas com segundos lugares... Este conjunto de resultados e qualidade vão trazendo essa maior visibilidade ao karaté nacional”, argumentou.

Para terminar, o portuense fez questão de agradecer o apoio à família, clube, senseis, FNK-P, colegas de seleção e de treino e à junta de freguesia da Campanhã.

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