O novo presidente da Federação de Triatlo de Portugal (FTP), Sérgio Dias, apontou hoje como prioridade para o triénio 2022/24 o “apoio aos clubes” e recordou que os Jogos Olímpicos Paris2024 estão já “ao virar da esquina”.

“Temos alguns atletas que perspetivamos que possam ter bons resultados, não só nos Jogos Olímpicos de Paris [em 2024], mas também, ainda antes disso, em campeonatos europeus e mundiais e nas várias provas internacionais que vão disputando”, disse Sérgio Dias à agência Lusa.

Para Sérgio Dias, “Paris está ao virar da esquina e um dos objetivos é ter presença masculina e feminina e, pela primeira vez, participar na estafeta mista, vertente que foi introduzida em Tóquio2020, e que Portugal, infelizmente, não conseguiu estar presente”.

“É algo que ambicionámos em Paris e é para isso que iremos trabalhar e no desenvolvimento do setor feminino, que é uma das nossas maiores lacunas no nosso panorama do triatlo internacional”, referiu o recém-eleito presidente da FTP.

Há mais de vinte anos ligado ao triatlo, como atleta e dirigente, foi ainda vice-presidente para a área do alto rendimento no ciclo olímpico Rio2016, Sérgio Dias sucede a Vasco Rodrigues e derrotou Artur Parreira nas eleições para o triénio 2022/24.

“Os clubes são o motor da modalidade e, como tal, cabe-nos apoiá-los da melhor forma que pudermos, seja do ponto de vista financeiro, seja do ponto de vista de formação e de recursos humanos”, adiantou.

Sérgio Dias entende que, com o apoio da federação, os clubes serão capazes de desenvolver projetos, não só a nível do alto rendimento, mas também da formação jovem e do crescimento da modalidade, que perdeu praticantes com a pandemia de covid-19.

“Entendemos que uma ótica centralizada, como a que já existia no passado, embora funcione em algumas fases do desenvolvimento de uma modalidade, torna-se, hoje em dia, limitadora do crescimento e, como tal, o nosso foco vai para os clubes”, disse.

Sem ainda dispor de dados referentes a 2021, Sérgio Dias reconhece que a modalidade terá perdido alguns dos seus cerca de 3.500 atletas federados devido à pandemia, o que interrompeu uma curva de crescimento de há mais de 20 anos.

“Queremos recuperar esta quebra e voltar à curva ascendente. A federação de triatlo era das poucas que crescia anualmente a dois dígitos, entre 10 e 15%, e são esses valores que nós queremos voltar a crescer”, afirmou.

Do ponto de vista competitivo, a nova direção quer dotar o alto rendimento de uma série de apoios, na linha dos desenvolvidos pela anterior, “mas que permitam ir mais longe e que passem por garantir que os clubes consigam desenvolver projetos capazes e sólidos suportados pela federação”.

“Queremos que os treinadores tenham condições para desenvolver projetos de alto rendimento dentro dos seus clubes e que, depois, os atletas sejam chamados às seleções e consigam atingir resultados de excelência”, defendeu Sérgio Dias.

O dirigente reconheceu que a federação tem um papel importante em todo o processo, “mas quem enquadra os atletas no dia a dia são os clubes e, por isso, tem que contribuir mais para que eles continuem a dar condições a esses atletas”.

O recém-eleito presidente pretende ainda melhorar a parte processual interna da FTP, uma vez que é algo que “tem reflexos diretos naquilo que é a relação da federação com entidades externas, numa ótica de simplificação de processos”.

Sérgio Dias pretende ainda desenvolver e adotar algumas ferramentas “que possam promover e estimular o trabalho dos clubes e dos treinadores”.

“Há determinadas tarefas que são hoje em dia muito manuais e que nós queremos de alguma forma automatizar. Isto do ponto de vista de desenvolvimento da modalidade em termos de estrutura”, explicou.

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