O presidente da Federação Internacional de Halterofilismo (IWF), o húngaro Tamas Ajan, renunciou hoje ao cargo por três meses, para que seja realizada uma investigação independente sobre as acusações de corrupção por encobrimento de doping de que é alvo.

De acordo com um comunicado divulgado pela IWF, após uma reunião de emergência que durou 13 horas, o cargo deverá ser ocupado interinamente, até abril, pela presidente da federação norte-americana da modalidade, Ursula Papandrea.

No início do mês, o canal televisivo alemão ARD transmitiu um documentário no qual sugeriu que práticas de doping são encobertas há vários anos pela IWF, sob a liderança do presidente Tamas Ajan, de 81 anos, que está no cargo desde 2000.

Até 2017, os halterofilistas de nível superior não eram testados regularmente e os oficiais de controlo de doping recebiam dinheiro para manipular amostras, acusa o filme do jornalista da ARD Hajo Seppelt, que fez as primeiras revelações sobre o escândalo generalizado de doping na Rússia.

O conselho de administração da IWF nomeou, entretanto, especialistas independentes para analisar as acusações, de forma a poder agir para restaurar a reputação da instituição.

Em comunicado, IWF esclarece que o trabalho dos especialistas deve estar concluído em três meses.

Tamas Ajan, que está na IWF desde 1976, tendo sido secretário-geral durante 24 anos, antes de assumir a presidência do organismo, classificou as acusações como “injustas” e “caluniosas”.

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