O presidente da Federação Internacional de halterofilismo (IWF), Tamas Ajan, classificou hoje de “caluniosas” as acusações “injustas” de conivência com a dopagem feitas contra si, na sequência de revelações do canal alemão ARD, e ameaçou recorrer à justiça.

"A Federação Internacional de halterofilismo reserva-se o direito de tomar medidas legais contra qualquer pessoa que espalhe mentiras ou difamações", referiu Ajan, em comunicado reproduzido pela agência húngara MTI.

O responsável máximo pela modalidade diz também que “aguarda evidências”, após as acusações feitas pelo presidente da federação alemã ao canal ARD, que classificou o halterofilismo como um “desporto em que se faz batota”.

Na segunda-feira, a Agência Mundial Antidopagem (AMA) anunciou uma investigação de um possível sistema de corrupção na Federação Internacional de halterofilismo, por alegadamente ter encoberto inúmeros casos de doping.

No domingo, a ARD transmitiu um documentário no qual sugere que práticas de doping são encobertas há vários anos pela IWF, sob a liderança do presidente Tamas Ajan, o húngaro que está no cargo desde 2000.

Até 2017, os halterofilistas de nível superior não eram testados regularmente e os oficiais de controlo de doping recebiam dinheiro para manipular amostras, acusa o filme do jornalista da ARD Hajo Seppelt, que fez as primeiras revelações sobre o escândalo generalizado de doping na Rússia.

A investigação tem como alvo, em particular, a agência antidoping húngara (HUNADO), que já refutou as acusações.

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