A Federação Portuguesa de Canoagem (FPC) espera qualificar mais “uma a três embarcações” para os Jogos Olímpicos Tóquio2020 entre as seis que na quarta e quinta-feira vão tentar a última oportunidade europeia, em Szeged, na Hungria.

“O objetivo passa por apurar uma a três quotas olímpicas e temos vários elementos para as discutir. Joana Vasconcelos (K1 500) é, à partida, a mais cotada e que tem maiores perspetivas de apuramento. Num segundo nível temos a C2 1.000 de Bruno Afonso e Marco Apura, também integrados no projeto olímpico. O Kevin Santos (K1 200) está em excelente momento de forma”, disse o presidente da federação, Vítor Félix, à agência Lusa.

No total serão 10 atletas que vão estar a competir nas seis embarcações que procuram o apuramento.

Portugal, que já tem seis apurados na pista, um no slalom e outro na paracanoagem, que será uma estreia nacional em Jogos Paralímpicos, tentará alargar a missão para o Japão também com o K2 500 Francisca Laia/Sara Sotero, a C2 500 Inês Penetra/Beatriz Lamas e o K2 1.000 K2 Rúben Boas/João Pereira, “um conjunto de atletas ainda jovens que podem constituir o fator surpresa”.

“As quotas são uma/duas em cada embarcação. Temos sete [para Tóquio2020] e queremos igualar ou melhorar os números do Rio2016 [oito], que foi a maior comitiva de sempre”, reforçou o dirigente.

O pensamento de Vítor Félix já está igualmente no desempenho no Japão e no reconhecimento de que “a fasquia da canoagem em Jogos Olímpicos é sempre muito elevada”, sustentada nos resultados “bastante positivos” deste ciclo olímpico.

Neste caso, recordou Fernando Pimenta, “sempre dentro das medalhas em todas as provas” de K1 1.000 e a “evolução fantástica” do K4 500 composto por Emanuel Silva, João Ribeiro, David Varela e Messias Baptista, que no Mundial “ficou a 15 décimas de segundo do bronze”.

Finalmente, o K1 200 de Teresa Portela, uma atleta "cheia de experiência”, que vai para os seus quartos Jogos Olímpicos e que completa um lote de canoístas “que dá garantias de bons resultados”.

Sem hesitar, assumiu que “o grande objetivo é o regresso às medalhas” em Tóquio2020, depois da prata em Londres2012 com o K2 1.000 Fernando Pimenta/Emanuel Silva e de no Rio2016 não ter sido possível atingir o mesmo patamar.

“Temos um conjunto de desportistas que, não querendo dizer que é a melhor geração da canoagem portuguesa, estão no apogeu da sua carreira desportiva, entre os 28 e 35 anos, caso de Emanuel Silva, que vai para os seus quintos Jogos Olímpicos. O objetivo dos atletas, técnicos e toda a estrutura da federação é claramente o regresso ao pódio”, reforçou.

Igual empenho está na estreia em Jogos Paralímpicos, para os quais Norberto Mourão já está qualificado em VL2. Floriano Jesus e Alex Santos vão tentar o êxito em KL1 em Szeged e Hugo Costa em KL2.

“Queremos mais uma quota nos Paralímpicos. O KL1 ficou à porta, foi o primeiro barco a ficar de fora (no Mundial)”, recorda Vítor Félix, que deseja estrear-se no evento “da melhor forma”, com dois canoístas.

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