O piloto Bruno Magalhães assumiu, esta quinta-feira, os objetivos de vencer o campeonato nacional de ralis, que começa na sexta-feira com o rali Serras de Fafe e Felgueiras, e de lutar pelo título europeu, em 2020.

No segundo ano consecutivo ao volante de um Hyundai (versão R5 do modelo i20), o atual vice-campeão nacional quer, aos 39 anos, repetir os títulos nacionais de 2007, 2008 e 2009, dando o primeiro passo rumo ao objetivo na primeira corrida do campeonato, agendada para sexta-feira e sábado, na qual se considera "normalmente rápido", apesar da desistência do ano passado.

"O meu objetivo é começar desde já a amealhar o máximo de pontos possíveis para vencer o campeonato. Não há ralis mais ou menos adequados para o carro que temos. Temos de preparar todos os ralis com confiança e dar o nosso melhor", disse à Lusa, num centro comercial de Guimarães, após a sessão de apresentação da prova que vai decorrer nos concelhos de Fafe, Felgueiras e Vieira do Minho.

Convicto de que os principais adversários na luta pelo título vão ser o atual campeão, Ricardo Teodósio (Skoda Fábia R5 Evo), Armindo Araújo (Skoda Fábia R5) e José Pedro Fontes (Citroën C3), o piloto de Lisboa admitiu uma maior confiança na vitória final face ao "conhecimento" adquirido no ano passado e às melhorias efetuadas no carro.

"O carro sofreu algumas evoluções, nomeadamente na suspensão e no motor. Já tive oportunidade de experimentar o carro na terra e demos um passo em frente. Obviamente a concorrência tem carros novos, mas já conhecemos melhor o carro e estamos mais bem entrosados com a equipa", frisou.

Além de competir no nacional de ralis, campeonato com 10 provas que começa na sexta-feira e termina no Algarve, entre 13 e 15 de novembro, Bruno Magalhães vai também disputar o campeonato europeu de ralis, com início no rali dos Açores, entre 26 e 28 de março, e fim no rali da Hungria, entre 06 e 08 de novembro.

Depois do segundo lugar de 2017 e do terceiro de 2018, sempre ao volante de um Skoda Fábia R5, Bruno Magalhães sublinhou a vontade de lutar pelo título, apesar da competição ser mais difícil do que o nacional "em todos os aspetos".

"São campeonatos distintos. É mais difícil vencer o campeonato europeu face ao nacional, pela concorrência e também pela especificidade da competição, com provas muito diferentes umas das outras. A ideia é voltar a estar na luta", disse o piloto no ativo desde 1999, acerca de um campeonato com oito provas.

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