O piloto espanhol Fernando Alonso venceu hoje as 24 Horas de Daytona, que terminaram antes do previsto devido à chuva, sucedendo aos portugueses João Barbosa e Filipe Albuquerque, nonos classificados da lendária prova de resistência.

O antigo bicampeão mundial de Fórmula 1, que fazia equipa com o holandês Renger van der Zande, o japonês Kamui Kobayashi e o norte-americano Jordan Taylor, num Cadillac DPi, tinha a seu cargo o último turno de condução e foi dele a ultrapassagem decisiva, ao brasileiro Felipe Nasr, a cerca de duas horas do final.

A chuva intensa levou a organização a interromper a prova quando faltava 1:57 horas para se cumprir o tempo total previsto. Os pilotos esperaram dentro das boxes mais de uma hora pela decisão da direção de corrida, que deu a prova por concluída quando passavam 23:50 horas do arranque.

A equipa do piloto espanhol, que no final de 2018 abandonou a Fórmula 1 para correr no Mundial de Resistência e na Fórmula Indycar, sucede aos portugueses João Barbosa e Filipe Albuquerque, que este ano tiveram um desempenho modesto.

Depois dos problemas com travões na sessão de qualificação que os relegou para a 46.º e última posição da grelha, a corrida trouxe diversos problemas, com o sistema iluminação do Cadillac DPi da Action Express Racinga a forçar algumas paragens nas boxes.

"Não foram as 24 Horas que estava à espera de ter. O início foi bastante bom, passei para segundo sem bandeiras amarelas e isso demonstra o andamento que tínhamos. Simplesmente, tivemos um problema com as luzes de travão e não é permitido conduzir assim. Perdemos 11 voltas com isso, mais cinco com outro problema”, lamentou Filipe Albuquerque em declarações à Lusa.

A partir daí, o objetivo foi apenas terminar para amealhar pontos: "Ficámos fora da corrida quando ainda faltavam 20 horas. Foi bastante doloroso fazer tanto tempo só para acabar. Terminámos em sétimo [da classe reservada aos protótipos], o que é positivo para o campeonato, mas é sempre doloroso vir com o objetivo de ganhar, ter um excelente carro e não conseguir”, assinalou.

A equipa dos dois pilotos portugueses terminou na nona posição da geral, sétima da categoria, a 20 voltas do vencedor, enquanto nos GTD, o compatriota Pedro Lamy (Ferrari) foi 22.º classificado.

“As 24 Horas são assim, qualquer problema põe-nos fora. Por isso é que é tão difícil ganhar. Agora é seguir em frente, há mais corridas para disputar. Gostava de ter feito a dobradinha. Sebring é a próxima e é uma prova que também gostava de ter no meu currículo. Vamos ver se é desta", concluiu o piloto de Coimbra.

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