Os campeões mundiais de Moto2 e Moto3 vão ficar definidos no domingo, em Portimão, onde o português Miguel Oliveira (KTM) pode alcançar a segunda vitória da sua carreira no Mundial de motociclismo de velocidade MotoGP.

O espanhol Joan Mir (Suzuki) vai enfrentar a 14.ª e última prova do campeonato com o estatuto de campeão do mundo, assegurado no domingo, na segunda corrida em Valência, sucedendo ao seu compatriota Marc Márquez (Honda).

A ausência do catalão, seis vezes campeão do mundo, devido a uma fratura no braço direito, conferiu uma maior competitividade numa temporada já atípica, pela reorganização do calendário em função da pandemia provocada pelo novo coronavírus.

O Autódromo Internacional do Algarve (AIA) foi um dos beneficiados com estas mudanças, garantindo o regresso, oito anos depois, do Grande Prémio de Portugal, que, entre sexta-feira e domingo, vai ser o palco para a decisão das categorias inferiores e da estreia de Miguel Oliveira na categoria ‘rainha’ em ‘casa’, no Autódromo Internacional do Algarve (AIA),

O piloto natural de Almada, da equipa francesa Tech3, satélite da fábrica austríaca KTM, procura a sua segunda vitória no Mundial, depois do êxito no Grande Prémio da Estíria, na Áustria, em 23 de agosto, quando subiu também pela primeira vez ao pódio.

Oliveira foi um dos nove vencedores diferentes de provas da edição 2020 do Mundial, juntamente com o francês Fabio Quartararo (Yamaha), o sul-africano Brad Binder (KTM), os italianos Andrea Dovizioso (Ducati), Franco Morbidelli (Yamaha) e Danilo Petrucci (Ducati) e os espanhóis Maverick Viñales (Yamaha), Álex Rins (Suzuki) e Joan Mir (Suzuki).

Quartararo e Morbidelli foram os únicos repetentes nos triunfos, com três cada, mas a regularidade de Mir, com sete presenças no pódio além da vitória na primeira corrida em Valência, foi premiada com o cetro mundial, o primeiro de um piloto da Suzuki deste a conquista de Kenny Roberts Jr em 2000 e a primeira sem ser Honda ou Yamaha desde 2007, quando o australiano Casey Stoner se sagrou campeão com uma Ducati.

A KTM de Miguel Oliveira tem sofrido alguns problemas para conseguir aquecer os pneus até à temperatura ideal, o que dificulta a aderência ao asfalto, e isso poderá ser um desafio ainda maior no traçado algarvio, como já aconteceu com a Fórmula 1 em 25 de outubro.

Mesmo assim, e apesar de as evoluções técnicas da marca austríaca terem ficado limitadas desde a vitória do português, a RC16 já mostrou potencial para vencer corridas este ano, sendo as Suzuki de Mir e Rins e a Yamaha de Morbidelli as principais rivais.

A organização teve de assegurar o reembolso dos compradores dos cerca de 30 mil bilhetes para o circuito algarvio, antes de os números da pandemia do novo coronavírus piorarem e levarem as autoridades de saúde a decidirem que o evento tinha de se realizar sem público.

Mesmo sem público, Miguel Oliveira tem o fator psicológico a seu favor, além do maior conhecimento da pista, com uma configuração única e desafiante, apesar de essa ser uma vantagem que se vai esbater ao longo do fim de semana.

Ainda assim, a ambição do piloto de Almada passa por um lugar entre os cinco primeiros, como tem admitido nas últimas corridas.

Já em Moto2, o italiano Enea Bastianini (Kalex) parte com 16 pontos de vantagem sobre o britânico Sam Lowes (Kalex), apesar de o transalpino Luca Marini (Kalex), irmão de Valentino Rossi, estar a apenas 18 pontos (a vitória vale 25), com o também italiano Marco Berzechi (Kalex) ainda à espreita, a 23.

Em Moto3, a luta está reduzida a três pilotos. O espanhol Albert Arenas (KTM) é o favorito pois lidera o campeonato, com 170 pontos, mais oito do que o japonês Ai Ogura (Honda) e 11 que o italiano Tony Arbolino (Honda).

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