O município de Montalegre vai substituir a prova do Mundial de ralicrosse por uma jornada do Global Rallycross Europe, uma nova competição da Federação Internacional do Automóvel (FIA), disse hoje à agência Lusa o presidente da autarquia transmontana.

"Perdemos o Mundial apenas por uma questão de dinheiro, mas abriu-se outra porta e vamos integrar o Global Rallycrosse Europe", anunciou Orlando Alves.

Este será o ano de estreia desta taça internacional, que promete "entre 60 a 80 participantes", segundo Orlando Alves, e cujas corridas são transmitidas pelo canal Eurosport.

"É uma prova interessantíssima, que mobiliza muitos pilotos e não ficará muito atrás das expectativas do Mundial", frisou o autarca.

O contrato de três anos foi aprovado na quinta-feira, em reunião de Câmara, e prevê o investimento anual de cerca de 75 mil euros, pagos ao promotor, o MJP Promotions, gerido pelo antigo tricampeão mundial de ralicrosse, o austríaco Max J. Pucher.

O Global Rallycross Championship (GRC) - Europe 2019 vai disputar-se em 11 a 12 corridas e a luta pelo título de campeão terminará numa grande final, em outubro, contando com duas classes: GRC Titans e GRC Supercars.

A GRC Titans será, monomarca, baseada no Pantera RX6, desenvolvido pela MJP e os veículos terão 530 cavalos de potência, enquanto a GRC Supercars é uma classe em que podem participar os já conhecidos supercars atuais de ralicrosse de todos os campeonatos FIA.

Em Montalegre, além destas duas classes, existirá uma corrida de suporte Super1600, com pilotos portugueses e internacionais.

A prova portuguesa vai decorrer em 10 e 11 de agosto. "Escolhemos essa data pois é uma altura em que estão cá muitos emigrantes", sublinhou Orlando Alves.

O autarca confirmou também negociações para uma prova do Mundial de drift, uma modalidade de derrapagens: "Já garantimos as três provas do Nacional, mas queremos também uma prova do Mundial", frisou o autarca.

Outra das novidades para 2019 será uma prova do Mundial de supermoto, em motas, em data ainda a definir.

Apesar de ter o calendário bem preenchido, Orlando Alves não perdeu a esperança de manter o Circuito Internacional de Montalegre no calendário Mundial de ralicrosse.

"Vamos ter uma reunião com os responsáveis da IMG, a empresa promotora do campeonato, em Lisboa, para lhes fazer ver os nossos argumentos e tentar voltar a integrar o campeonato em 2020", explicou.

O objetivo é evitar o recurso aos tribunais, pois "gasta-se sempre muito dinheiro e nunca se sabe para que lado pende a decisão".

O Circuito Internacional de Montalegre deixou de figurar no calendário mundial de ralicrosse, cuja edição de 2019 foi divulgada pelo promotor do campeonato, a IMG, em outubro.

A Espanha passa a ocupar a data que era preenchida pela prova portuguesa, no último fim de semana de abril, em Barcelona.