A bielorussa Victoria Azarenka, número um mundial, «sobreviveu» esta segunda-feira a um susto para passar à segunda ronda do torneio de ténis de Roland Garros, na qual está o sérvio Novak Djokovic, que procura alcançar em Paris um “Grand Slam” histórico.

Irrepreensível desde o início da temporada, a vencedora do Open da Austrália esteve perto de protagonizar a grande surpresa da segunda jornada de Roland Garros, depois de ceder o primeiro “set” e estar a perder por 4-0 no segundo, mas acabou por conseguir a reviravolta frente à italiana Alberta Brianti, impondo-se por 6-7 (6-8), 6-4 e 6-2.

Azarenka, que tem apenas três derrotas em 38 encontros nesta temporada, evitou assim uma entrada catastrófica na história, já que nunca uma número um mundial foi eliminada na primeira ronda do torneio parisiense.

«Acontece termos dias maus. Uma primeira ronda é sempre difícil. Comecei bem, mas entrei em colapso», desabafou depois de derrotar a 105.ª tenista mundial, negando que a lesão que a levou a desistir do torneio de Roma em nada influenciou o progresso do encontro.

As dificuldades sentidas pela primeira cabeça de série contrastaram com o domínio absoluto da detentora do título, a chinesa Li Na, que despachou a romena Sorana Cirstea, quarto finalista em Paris, em 2009, por expressivos 6-1 e 6-2.

Questionada sobre as probabilidades de defender com sucesso o troféu conquistado em 2011, Na limitou-se a prometer que fará o seu melhor, alertando para o facto de ser difícil manter o nível de jogo elevado a todo o momento.

Num dia sem surpresas no quadro feminino, destaca-se a passagem de 10 tenistas norte-americanas à segunda ronda, um feito que não era atingido desde 2003.

Ao contrário da sua congénere no “ranking” feminino, Novak Djokovic não precisou de esforço extra para avançar para a próxima ronda e continuar na rota de um histórico “Grand Slam”.

Detentor dos títulos de Wimbledon, Open dos Estados Unidos, ambos em 2011, e Open da Austrália, em 2012, o sérvio superou a resistência inicial do italiano Potito Starace para vencer por 7-6 (7-3), 6-3 e 6-1.

«Não esperava um jogo fácil. Ele é um especialista em terra batida e já bateu alguns dos melhores jogadores mundiais nesta superfície. Tentei ser agressivo e aproveitar as minhas oportunidades», resumiu o número um mundial, que, em caso de vitória em Roland Garros, tornar-se-á o terceiro tenista na história a deter os quatro troféus do Grand Slam ao mesmo tempo e o primeiro desde Rod Laver, em 1969.

O sérvio nunca alcançou a final em Paris, tendo caído por três vezes nas meias-finais, mas está preparado para o desafio: «Ainda é muito cedo para falar sobre a vitória, mas é assumidamente um objetivo. Tudo é possível».

Na próxima ronda, “Djoko” vai encontrar o esloveno Blaz Kavcic, responsável por uma das surpresas do dia, ao mostrar a porta de saída ao antigo número um mundial, o australiano Lleyton Hewitt.

O 99.º jogador mundial venceu por 7-6 (7-2), 3-6, 7-6 (7-4) e 6-3 e juntou-se ao romeno Adrian Ungur na lista de tenistas surpresa do segundo dia do torneio disputa no Bois de Boulogne.

Ungur eliminou o argentino David Nalbandian, semifinalista em Roland-Garros em 2004 e 2006, ganhando em quatro “sets”, pelos parciais de 6-3, 5-7, 6-4 e 7-5.

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