A Federação Portuguesa de Ténis (FPT) vai investir meio milhão de euros num conjunto de medidas de apoio à retoma da atividade, por parte das associações, clubes, jogadores, treinadores e árbitros, após a paragem do ténis face à COVID-19.

“Obviamente que a paragem, e as suas implicações, é uma das preocupações da Federação Portuguesa de Ténis. Por isso, após o plano de retoma da atividade, que esperamos que seja o mais breve possível, vamos lançar um conjunto de medidas de apoio, em que a FPT se prontifica a ajudar todas as associações, clubes, jogadores, treinadores e árbitros, e no qual vamos investir meio milhão de euros”, revela o presidente Vasco Costa, em declarações à agência Lusa.

Após a retoma da atividade, que teve início esta semana com o regresso dos jogadores de alto rendimento aos ‘courts’, mediante regras de segurança e distanciamento social, determinadas pela direção clínica da FPT, do Instituto Português do Desporto e Juventude e da Direção-Geral da Saúde, o dirigente avança que será promovida uma “campanha a apelar ao regresso das pessoas ao ténis, com saúde, e sem medo”, bem como uma “campanha para tentar angariar mais alunos e praticantes de ténis.”

“Ao nível do fomento, uma vez que não foi possível, nestes meses, fazer as ações de fomento que achamos fundamentais para o desenvolvimento do ténis, vamos compensar financeiramente os clubes e associações que sempre fizeram este tipo de trabalho”, assegura, sem especificar a verba a ser alocada.

Em relação aos apoios mais direcionados aos jogadores de alta competição e profissionais, o presidente da FPT anuncia a “recalendarização do máximo de provas possível” e a criação de “um circuito nacional, composto por três torneios, com um ‘prize-money’ fora do normal, comparado com os habituais prémios praticados em Portugal”.

“Tentaremos recalendarizar o máximo de torneios nacionais e internacionais para que não se perca, mesmo em termos de ‘rankings’ nacionais e internacionais, muita atividade competitiva. Depois vamos também criar um circuito nacional, com ‘prize-money’, para que jogadores portugueses e internacionais se possam preparar para a retoma da competição internacional. Esperamos ter os nossos melhores jogadores portugueses a competir. Outra ideia é antecipar o Campeonato Nacional Absoluto para o seguimento deste circuito nacional”, explica.

O ténis juvenil, de acordo com Vasco Costa, é uma das grandes preocupações da FPT e, por isso, “além da recalendarização, estão a ser equacionados torneios de consolação paralelos para que, alterando o regulamento geral de provas, possam ser pontuáveis para o ‘ranking’ nacional, dando assim uma motivação extra ao circuito.”

Além de prever “reforçar financeiramente as associações, no sentido de poderem ajudar os clubes, oferecer 36 mil bolas e o primeiro material de desinfeção aos clubes para a retoma da atividade”, a FPT pretende “fazer formação online gratuita para árbitros e treinadores e oferecer a inscrição no simpósio bi-anual, previsto para este ano”, bem como “abdicar das taxas de inscrição dos torneios pelos clubes e das suas equipas”.

Toda a atividade do ténis internacional está suspensa até 13 de julho de 2020, devido à pandemia.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 183 mil mortos e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Cerca de 700 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 820 pessoas das 22.353 confirmadas como infetadas, e há 1.143 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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