O ministro que tutela a pasta do Desporto, Miguel Relvas, admitiu hoje a possibilidade de vir a aprovar o projeto que prevê um complexo multiusos no Jamor, em Oeiras, admitindo que novos investimentos são «sempre bem-vindos».

«Este é um projeto privado que estamos a avaliar mas que acolhemos, à partida, com satisfação. É sempre positivo ver que existem empresários com vontade de investir», afirmou Miguel Relvas que hoje passou pelo Estoril Open em ténis.

Apesar de «o Governo acolher sempre com muito carinho quem queira investir» em Portugal, o ministro responsável pela pasta do Desporto realçou que o projeto está ainda em fase de estudo, embora admita ter «pressa» em concluir a avaliação.

«O tempo corre contra nós e temos de ter pressa porque os bons investimentos são, por princípio, bem-vindos. Cabe ao Estado estimular, regular e fiscalizar. Temos de ser rápidos, porque se nós não o fizermos em Portugal, outros não deixarão de o fazer noutros países. Podemos ser muito competitivos com as infraestruturas e condições que temos», sustentou.

Miguel Relvas realçou ainda a «simbologia» do Jamor, um local que, defendeu, «precisa de planeamento».

«É, por excelência, um dos símbolos do desporto em Portugal e nós temos que valorizar um espaço como este, com boas vias de acesso, e que tem todas as condições para ser o coração do desporto português», frisou.

O ministro adiantou ainda que o Governo está "em diálogo" com a Federação Portuguesa de Futebol sobre a Casa das Seleções e que estão também previstos projetos para o râguebi.

As instalações definitivas do Estoril Open em ténis, previstas para o Complexo do Jamor, em Oeiras, aguardam a aprovação do Governo para começarem a ser construídas, um projeto que implicará um investimento de 50 milhões de euros.

Em conferência de imprensa realizada na quarta-feira, o diretor do mais conceituado torneio de ténis em Portugal, João Lagos, anunciou que o projeto de construção de um complexo multiusos, para receber em definitivo o Estoril Open, está ainda a ser negociado com o Governo que, até ao final deste mês, deverá autorizar o arranque da obra, uma data que Miguel Relvas não confirmou.

O projeto, que deverá custar cerca de 50 milhões de euros, poderá começar a ser construído dentro de cinco meses, uma vez que João Lagos precisa, como admitiu quarta-feira, de "correr atrás do ‘caroço'", ou seja, negociar com investidores para que, em 2015, o novo complexo esteja já a funcionar.

Dois estádios polivalentes, um com 10.000 lugares e outro com 5.000, ambos com teto amovível, são as principais características das futuras instalações que, assim, poderão escapar à chuva.

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