A nova ‘capitã’ Neuza Silva reconhece que as ambições de Portugal para o torneio do Grupo I da Zona Europa/África da Fed Cup são grandes e que as tenistas estão confiantes para o desafio que vão enfrentar em Israel.

“As ambições são grandes. Temos um grupo fantástico, o ambiente de grupo é mesmo muito bom e unidas vamos ser muito mais fortes. Apesar de as outras equipas terem ‘rankings’ mais fortes do que o nosso, isso para mim não quer dizer nada. Temos jogadoras com muito bom nível e vamos com boas expetativas e confiantes para Israel para fazer bons resultados”, disse à agência Lusa Neuza Silva.

Na sua estreia como ‘capitã’ da seleção feminina, a nova selecionadora comandará Michelle Larcher de Brito, Maria João Koehler, Bárbara Luz e Inês Murta contra as seleções da Ucrânia (30.ª do ‘ranking’ das nações) e da Suécia (21.ª), na competição que decorre em Eilat (Israel), entre quarta-feira e sábado.

“[As seleções adversárias] não me preocupam, apenas são jogadoras com muita experiência. A Ucrânia tem jogadoras que são de ‘top-100’, uma, aliás, é 35.ª [Lesia Tsurenko]. Como é óbvio, está do lado delas a obrigação de ganhar, mas isso para nós não quer dizer nada. Quando se joga pelo país e em equipa, as coisas são bastante diferentes”, defendeu.

Apesar do nível das adversárias, Neuza Silva confia nas suas jogadoras para anularem o teórico favoritismo de ucranianas e suecas: “Temos uma Maria João Koehler bastante experiente. Temos a Michelle e a Bárbara, que apesar de agora não estar tão rodada, é uma jogadora que já esteve no top 400 e já joga Fed Cup há muitos anos. Elas são experientes ao nível de equipa, de grupo e isso é uma mais-valia”.

A arma nada secreta de Portugal será, como não poderia deixar de ser, Michelle Larcher de Brito, a número um nacional e 196.º tenista mundial, que depois de uma longa lesão esteve perto do quadro principal do Open da Austrália (caiu na última ronda da fase de qualificação).

“A Michelle transmitiu-me boas sensações e os resultados que ela fez foram bastante positivos. Penso que ela vai estar a muito bom nível em Israel. Ela gosta muito de jogar por Portugal, tem orgulho em jogar pela seleção e isso é o mais importante. Acho que vão estar todas bem”, acrescentou.

Depois de uma carreira bem-sucedida como tenista, que contou com várias presenças na Fed Cup, Neuza Silva vai estar pela primeira vez no banco como ‘capitã’ da seleção principal.

“Penso que vai ser um momento marcante para mim e para a minha carreira como treinadora. Estou bem tranquila, sei como se vivem estes dias, não estou nada ansiosa, estou bem ciente das dificuldades que vamos ter. Talvez no momento de entrar em campo me sinta um pouco nervosa, mas depois passa. Já estou habituada”, confessou à Lusa.

Portugal vai competir pelo quinto ano consecutivo no Grupo I da Zona Europa/África da Fed Cup, tendo o sorteio ditado que a sorte lusa será decidida no grupo A, na qual estão também Suécia e Ucrânia.

O torneio disputa-se no formato de ‘round-robin’, com dois grupos de três nações e dois de quatro. Os vencedores de cada grupo vão defrontar-se por dois lugares no ‘play-off’ do Grupo Mundial II, enquanto os piores de cada agrupamento vão cruzar-se para evitar a despromoção.

Em 2015, a seleção nacional perdeu todos os três embates na fase de ‘round-robin’, evitando a despromoção no ‘play-off’ com o Liechtenstein.

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